<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764</id><updated>2012-02-16T08:03:00.252-03:00</updated><category term='Changes'/><category term='artigos'/><category term='resenhas'/><category term='Vídeos'/><category term='Pimenta na língua dos outros é refresco.'/><category term='a'/><category term='Poesias'/><category term='mini contos'/><category term='Charges'/><category term='Contos.'/><title type='text'>MAIZUNOCAOS</title><subtitle type='html'>Construindo um mundo de letras</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>33</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-7324599707021324153</id><published>2012-01-24T01:41:00.003-03:00</published><updated>2012-01-24T01:51:10.894-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'>Será que precisa de tudo isso ?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-dviKpEEARr4/Tx42rAgDbBI/AAAAAAAAAIQ/1eB28x4gK-k/s1600/Protesto+No+Recife.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="251" src="http://4.bp.blogspot.com/-dviKpEEARr4/Tx42rAgDbBI/AAAAAAAAAIQ/1eB28x4gK-k/s400/Protesto+No+Recife.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;23/01/ 12 , Conde da Boa Vista com a Rua da Aurora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Galera, primeiramente começo essa postagem pedindo uma coisa bem simples: Não me entendam mal. Não me entendam mal pois uma coisa que&amp;nbsp; não sou&amp;nbsp; é a favor da violência, para mim, é a pior das fraquezas humanas.Peço isso porque , dependendo do viés que você leia essa postagem, pode parecer que&amp;nbsp; estou a favor da polícia ou do governador do Estado, de qualquer movimento estudantil ou de qualquer partido político. Não, eu sou a favor de duas coisas: A favor da reflexão e a favor do povo, que ao final das contas é quem na verdade sofre.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa semana o Recife se tornou um campo de batalha, nas ruas e nos escritórios das empreas de ônibus e do Grande Recife Transportes. Como sempre os estudantes foram as ruas para protestar contra esse aumento , saliento, abusido das passagens de ônibus. Por meio das redes sociais , pelos jornais impressos ou televisionados ficamos sabendo que a polícia agiu com repressão ao movimento, pacífico, dos estudantes causando ferimentos em algumas vítimas, inclusive, pessoas fora do movimento. Acho isso uma idiotice, como já dito acima, a violência é a pior das fraquezas humanas. O erro do governo está em não abrir o diálogo com os estudantes, e a população em geral, e agir com extrema violência com as pessoas e com o patrimônio público, porque digo isso, porque há relatos e fotos de que os prédios públicos da cidade foram atingidos por bombas e por tiros no decorrer das manifestações. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que venho refletir aqui é: Será que isso tudo vale a pena? Tanto a violência da polícia quanto a manifestação dos estudantes? Por que pergunto isso, se vale mesmo a pena. A partir de uma foto que vi no facebook cujo protagonista era um estudante de letras da UFPE, instituição na qual faço parte, é que veio essa indagação. A pessoa mencionada estava no meio do protesto com uma placa que dizia: 15 centavos fará muita falta no meu bolso. Será que vai fazer mesmo? O rapaz que cito é um estudante de classe média alta que mora em um bairro nobre da cidade e que , se não me falhe a memória, nunca foi para casa ou à faculdade de ônibus. Girando mais um pouco meu zoom pelas fotos do protesto, encontro três amigos deste mesmo rapaz citado, não com placas, mas com camisas de partidos políticos. Enfim, o que quero comentar aqui é que, não são todos, mas a grande maioria destes "revolucionários" estudantis usam o movimento estudanil, ou a filosofia do movimento, para se autopromover ou autopromover o seu partido político, vez por outra, até não entendem nada do que está acontecendo, e sim são motivados por alguns membros destes partidos para "manifestarem " sua indgnação jogando pedras em ônibus e fazendo trastornos nas ruas. Convido vocês a dar uma volta no campus da UFPE e verão que aqueles 15 centavos daquela placa parecem que não vão fazer falta nenhuma para aquele cara , ou para os amigos dele , pois muitos dos que estavam ali, "protestando" , gastam os 15 ou 30 centavos da "volta" para casa em atividades ilícitas nos arredores da universidade.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas uma pergunta que fica no ar é: Por que só existe protesto na cidade do Recife por passagens de ônibus? Você já viu alguma vez algum estudante protestar&amp;nbsp; porque as ruas estavam alagadas, ou porque as salas do CAC ( Centro de Artes e Comunicação da UFPE) estava sem ar condicionado ? Ou porque aquele menino do Alto José do Pinho anda roubando as senhorinhas que por lá passam, não né? Tem muita coisa por trás que não conseguimos enxergar ainda. Protestar é bom , mas , as pessoas certas, me parecem ainda não chegaram nos comandos das células inteligentes desses protestos.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos à luta, sim vamos , mas modificando o modo de protestar , as redes sociais estão aí para isso, eu acho, e sabendo o que protestar, pois não adianta pensar só onde lhe cabe o caso , mas protestar para o bem comum da sociedade, para que possamos viver em uma sociedade bem mais humana e igualitária. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-7324599707021324153?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://maizunocaos.blogspot.com' title='Será que precisa de tudo isso ?'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/7324599707021324153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2012/01/sera-que-precisa-de-tudo-isso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/7324599707021324153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/7324599707021324153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2012/01/sera-que-precisa-de-tudo-isso.html' title='Será que precisa de tudo isso ?'/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-dviKpEEARr4/Tx42rAgDbBI/AAAAAAAAAIQ/1eB28x4gK-k/s72-c/Protesto+No+Recife.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-884292366864895462</id><published>2011-12-28T00:39:00.002-03:00</published><updated>2011-12-28T00:43:49.354-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pimenta na língua dos outros é refresco.'/><title type='text'>Pimenta na língua dos outros é refresco....</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Asg3USoX-oM/TvqPD0xYSBI/AAAAAAAAAIA/vLT0Ga0Qqbc/s1600/Praca-1240.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="301" src="http://3.bp.blogspot.com/-Asg3USoX-oM/TvqPD0xYSBI/AAAAAAAAAIA/vLT0Ga0Qqbc/s400/Praca-1240.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O que é confundir um verbete em uma língua que não a nossa não é? Essa loira aí estava pensando que estava em uma praia tropical e tudo mais. Mas na verdade não saiu mito bem na foto na tradução literal. Muito tosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hangs...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-884292366864895462?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://maizunocaos.blogspot.com' title='Pimenta na língua dos outros é refresco....'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/884292366864895462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/12/pimenta-na-lingua-dos-outros-e-refresco.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/884292366864895462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/884292366864895462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/12/pimenta-na-lingua-dos-outros-e-refresco.html' title='Pimenta na língua dos outros é refresco....'/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Asg3USoX-oM/TvqPD0xYSBI/AAAAAAAAAIA/vLT0Ga0Qqbc/s72-c/Praca-1240.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-1503172764195348369</id><published>2011-12-24T02:02:00.000-03:00</published><updated>2011-12-24T02:02:10.614-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Charges'/><title type='text'>Campanha: Diga feliz aniversário a Jesus , não feliz Natal!</title><content type='html'>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-eQz4K2tgQ8o/TvVbxJ-yckI/AAAAAAAAAH0/xL4A0SUHMc8/s1600/slideshow_307190_1mikedec1994.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="307" src="http://3.bp.blogspot.com/-eQz4K2tgQ8o/TvVbxJ-yckI/AAAAAAAAAH0/xL4A0SUHMc8/s400/slideshow_307190_1mikedec1994.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Menina: "Quando se aniversário cai no Natal todos estão tão ocupados com presentes, brinquedos e me fazem relembrar que.. Jesus: Fale-me mais sobre isso...&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejam essa charge, se todos nós sentimos um gosto amargo quando não somos lembrados no nosso aniversário, imagine uma pessoa que pregou amor para com o próximo, e todo o ano é consumido e sugado pela capitalização do Natal?&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jesus tu tens estado comigo todo esse tempo, eu sei, não noto como a maioria das pessoas, mas saibas que te desejo um feliz aniversário e que continues reinando no mundo com a tua compaixão e humanidade, e que os homens ( tentem ) seguir teu exemplo de bondade e fé no Deus criador.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maizunocaos deseja a todos que possivelmente lerão essa postagem um Próspero 2012 e que tenhamos saúde e paz , porque o resto a gente corre atrás.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hangner Correia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-1503172764195348369?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://maizunocaos.blogspot.com' title='Campanha: Diga feliz aniversário a Jesus , não feliz Natal!'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/1503172764195348369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/12/campanha-diga-feliz-aniversario-jesus.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/1503172764195348369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/1503172764195348369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/12/campanha-diga-feliz-aniversario-jesus.html' title='Campanha: Diga feliz aniversário a Jesus , não feliz Natal!'/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-eQz4K2tgQ8o/TvVbxJ-yckI/AAAAAAAAAH0/xL4A0SUHMc8/s72-c/slideshow_307190_1mikedec1994.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-3380742606519090265</id><published>2011-12-22T23:31:00.000-03:00</published><updated>2011-12-22T23:31:25.473-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><title type='text'>Na moral, qual dificuldade de colocar um fone?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse cara aí é meu "alter ego",&amp;nbsp; tudo o que ele fala eu queria falar em voz alta mais não posso!!!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Away... só para matar a saudade de Hermes e Renato. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-83cd748da19e015a" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v12.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D83cd748da19e015a%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331558255%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D3F724D67C32CC1D4D4FD3DCF8E2D432A5E4D291D.71B4D493E621E43195894D5BEEFF0BF700A4A005%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D83cd748da19e015a%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DNIICpzETpUKM1RhLWoQbO54lEq0&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v12.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D83cd748da19e015a%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331558255%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D3F724D67C32CC1D4D4FD3DCF8E2D432A5E4D291D.71B4D493E621E43195894D5BEEFF0BF700A4A005%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D83cd748da19e015a%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DNIICpzETpUKM1RhLWoQbO54lEq0&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-3380742606519090265?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://maizunocaos.blogspot.com' title='Na moral, qual dificuldade de colocar um fone?'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/3380742606519090265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/12/na-moral-qual-dificuldade-de-colocar-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/3380742606519090265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/3380742606519090265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/12/na-moral-qual-dificuldade-de-colocar-um.html' title='Na moral, qual dificuldade de colocar um fone?'/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-1715465020845325738</id><published>2011-12-19T23:32:00.003-03:00</published><updated>2011-12-24T02:15:49.173-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'>Bater, qual a graça?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ycVBAlrTB2o/Tu_zvzlnadI/AAAAAAAAAGg/mv1IIeQYz-E/s1600/vo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="203" src="http://4.bp.blogspot.com/-ycVBAlrTB2o/Tu_zvzlnadI/AAAAAAAAAGg/mv1IIeQYz-E/s320/vo.jpg" width="248" /&gt;&lt;/a&gt;Vou lhes fazer uma pergunta bem simples... É, muito simples. Para você o que é educar uma criança? Acho que se perguntássemos a 100 pessoas , cem entre cem, responderiam de forma diferente, alguns com respostas parecidas, mas, na essência mesmo da questão ninguém entra em acordo quando se trata deste assunto simplório. Respondo a pergunta do início do texto com uma resposta também simples: Educação é que nem nariz ( para não dizer outra parte do corpo ) cada um tem a sua. E nós pais/educadores temos que ter consciência disso nesses dias pós-modernos. Por que será que é tão difícil controlar essas mentes brilhantes que temos hoje em dia nas escolas e na sociedade em geral? Por que os alunos/filhos " colocam os pais/educadores no bolso"? São perguntas que atraem uma resposta , na minha opinião, clara: A sociedade em que vivemos respira um ar de mudança, e quem não se adequar a essa situação ficará fadado ao fracasso e a incompreensão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os pais/educadores tem que perceber que essa geração capta as informações bem mais rápido que as gerações anteriores, a forma de diálogo também se distancia da maneira em que a gerações passadas se comunicavam, enfim as manifestações sociais mudaram e consequentemente, a forma de se educar também. Uma escola cujo o método de ensino não esteja vinculado à tecnologia está com seus dias contados, pode ter certeza. Os pais que não assimilarem que a geração dos seus filhos não escutam mais The beatles e nem Rolling stones não vão acompanhar o crescimento dos seus filhos de forma correta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora se a sociedade pede mudança, e que todos nós devemos nos enquadrar nesta nova ordem, uma coisa me chama a atenção: Muitos desses pais antiquadros que ainda não perceberam a contradição que está a sociedade atual,  ainda usam uma "arma" contra, ou favor, da "boa educação" que é a famigerada palmadinha, palmadinha esta que pode transformar-se em tapas , ponta-pés e etc. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O argumento principal é de que se batendo na criança corta-se o risco desta tornar-se um marginal, e paralelamente a criança ficaria "mais obediente" . Acho que a forma de se pensar desta maneira é equivocado , pois, cada vez mais a sociedade mostra que a noção da palmada com a de bom cidadão não está interligada. Acho que ao se estender a mão para bater em uma criança está se descarregando nela uma dose excessiva de outros elementos implícitos que não se verá com o choro final da criança, e sim, em outras ocasiões futuras que nem sempre o pai ou avó , ou qualquer outro membro da família perceberá que este fato tem ligação com aquela palmada, simples palmada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A palmada, na verdade, é uma forma arcaica de educação e supostamente eficaz segundo a geração que passou por ela. É um argumento de quem não tem argumento para se conseguir o que quer, e através das volências, isto mesmo, violências causadas por esse ato tenta-se passar um ar de autoridade para a criado, no bom sentido da palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para terminar,  educar,no sentido real da palavra, quer dizer conhecer, iluminar , passar conhecimentos,para quem acha que batendo nos seus filhos vai passar alguma fonte de iluminação está muito enganado. Nossa sociedade cada vez mais é a sociedade do diálogo, do entendimento , dos argumentos, da velocidade e não do arcaísmo, da prepotencia e arrogância. Fica uma pergunta no ar, será que todos as pessoas que violam o código penal apanharam quando criança? Pesquisa sugeria. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-1715465020845325738?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://maizunocaos.blogspot.com' title='Bater, qual a graça?'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/1715465020845325738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/12/bater-qual-graca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/1715465020845325738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/1715465020845325738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/12/bater-qual-graca.html' title='Bater, qual a graça?'/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ycVBAlrTB2o/Tu_zvzlnadI/AAAAAAAAAGg/mv1IIeQYz-E/s72-c/vo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-5502871651842915807</id><published>2011-11-11T00:11:00.001-03:00</published><updated>2011-12-24T02:16:51.126-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pimenta na língua dos outros é refresco.'/><title type='text'>Pimenta na língua dos outros é refresco....</title><content type='html'>Mais uma da edição "Pimenta na língua dos outros é refresco, se liga aí nesse mocotó. Absolutamente um cinco estrelas.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-qnw5oJFqz94/TrySR0jLcTI/AAAAAAAAAGU/lkksSJGYJtM/s1600/20.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="170" src="http://1.bp.blogspot.com/-qnw5oJFqz94/TrySR0jLcTI/AAAAAAAAAGU/lkksSJGYJtM/s320/20.jpg" width="230" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-5502871651842915807?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://maizunocaos.blogspot.com' title='Pimenta na língua dos outros é refresco....'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/5502871651842915807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/11/pimenta-na-lingua-dos-outros-e-refresco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/5502871651842915807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/5502871651842915807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/11/pimenta-na-lingua-dos-outros-e-refresco.html' title='Pimenta na língua dos outros é refresco....'/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-qnw5oJFqz94/TrySR0jLcTI/AAAAAAAAAGU/lkksSJGYJtM/s72-c/20.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-1425171602157650165</id><published>2011-11-09T00:52:00.000-03:00</published><updated>2011-11-09T00:52:35.358-03:00</updated><title type='text'>A idiotice tem uma cara: "revolucionários" da USP.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Xv2MGbc0yjg/Trn47t0eF6I/AAAAAAAAAGI/28K8Onqactw/s1600/98988-970x600-1.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="198" width="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-Xv2MGbc0yjg/Trn47t0eF6I/AAAAAAAAAGI/28K8Onqactw/s320/98988-970x600-1.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Olhem eles aí... O que será que estão votando, se a maconha deve ser comida ou fumada? Fala sério.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-1425171602157650165?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://maizunocaos.blogspot.com' title='A idiotice tem uma cara: &quot;revolucionários&quot; da USP.'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/1425171602157650165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/11/idiotice-tem-uma-cara-revolucionarios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/1425171602157650165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/1425171602157650165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/11/idiotice-tem-uma-cara-revolucionarios.html' title='A idiotice tem uma cara: &quot;revolucionários&quot; da USP.'/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Xv2MGbc0yjg/Trn47t0eF6I/AAAAAAAAAGI/28K8Onqactw/s72-c/98988-970x600-1.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-7118164070122017766</id><published>2011-11-09T00:42:00.003-03:00</published><updated>2011-12-24T02:17:37.404-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'>Universiotários: Cuidado o próximo pode ser você.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-NUI-L8lnru4/Trn2jLNtwcI/AAAAAAAAAF8/nF7kDTMzov4/s1600/98803-970x600-1.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="247" src="http://1.bp.blogspot.com/-NUI-L8lnru4/Trn2jLNtwcI/AAAAAAAAAF8/nF7kDTMzov4/s400/98803-970x600-1.jpeg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde a semana passada venho acompanhando a invasão dos alunos ao departamento de filosofia e letras da USP ( Universidade de São Paulo ) . A principal alegação ao motivo da invasão é que a polícia militar do estado de São Paulo está agindo com veemência nas abordagens no campus da Universidade,dessa feita, constragendo os alunos que, segundo eles não fazem nada de errado para que essas abordagens aconteçam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra alegação também é a de que o reitor tem feito restrições a esses alunos e o clima na Universidade não estavam muito legal. Enfim, o departamento foi invadido, dezenas de " estudantes" tomaram conta das instalações do local. Beleza, tudo muito bom , tudo muito bem, mas verdadeiramente os motivos da invasão não é esse, na real seria a "proibição" de se fumar maconha no campus. Opa, menininhos de prédio, o uso da canabis sativa é proibido em todo território nacional, milhares de pessoas são presas diariamente em todo o país por causa disso. Então quer dizer que só por que você leu Kant, Aristóteles, Paltão e etc, ( verdadeiros revolucionários ) você tem o diretito de se sentir esquivado da lei... Nos poupem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa invasão é ridícula, não preciso nem me extender muito nisso, mas o que eu queria chamar atencão era para duas situações: 1º) Isso não é fruto de mera revolta de alunos babacas de uma Universidade isolada. 2º) Queria comentar a declaração de um estudante cujas palavras passaram hoje no Jornal Nacional. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro comentário é que essa invasão, para mim , não é um caso isolado, como assim escritor? Explico. O que aconteceu em São Paulo, esta semana, vem acontecendo diariamente nas escolas em todo o Brasil: A perda da representação social. O que é isso? As pessoas, mais especificamente falando do alunado, não está entendo o paael social que o aluno representa. Na maioria das escolas não existe mais hierarquia, os discentes não entendem que mesmo com a 'igualdade' que a suposta democracia brasileira prega existe uma finalidade em se ter essa hierarquia: A de sempre se passar um conhecimento. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, o papel do professor está minimizado , pelo menos para os alunos, diante de tanta ' informação" que as novas tecnologias nos passma na atualidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso é bom? Pode ser. Porém,tem um detalhe importantíssimo que eles não percebem: é que quem  vai fazer filtrar essa quantidade de informações da internet é o professor,  está aí mais uma utilidade para nós nesses tempos pós- modernnos, se é que isso existe. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E para terminar essa postagem queria comentar, e fechar com chave de ouro o papelão dos universiotários da USP, a declaração de um estudante. A repórter perguntou: Por que vocês não vão para a delegacia ( nesse momento os "alunos" já estavam na frente da delegacia prestando depoimento) " Ah não, aqui a gente pode fumar nosso cigarrinho... É cada uma.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-7118164070122017766?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://maizunocaos.blogspot.com' title='Universiotários: Cuidado o próximo pode ser você.'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/7118164070122017766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/11/universiotarios-cuidado-o-proximo-pode.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/7118164070122017766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/7118164070122017766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/11/universiotarios-cuidado-o-proximo-pode.html' title='Universiotários: Cuidado o próximo pode ser você.'/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-NUI-L8lnru4/Trn2jLNtwcI/AAAAAAAAAF8/nF7kDTMzov4/s72-c/98803-970x600-1.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-3948366228095239040</id><published>2011-11-06T23:44:00.003-03:00</published><updated>2011-12-24T02:18:46.474-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'>Não falei...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pJmp4na6Znw/TrdF8tBNnqI/AAAAAAAAAFw/Gjsw7OgeItA/s1600/logo.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="261" src="http://1.bp.blogspot.com/-pJmp4na6Znw/TrdF8tBNnqI/AAAAAAAAAFw/Gjsw7OgeItA/s400/logo.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá vem mais uma Fliporto...Para quem não conhece ( se é que alguém não conhece ) é a festa literária de porto de galinhas, é isso? Acho que é. Bem, para resumir já é o sétimo ano dessa festa que, mais uma vez, será realizada em Olinda, na praça do Carmo , no período de 11 a 15 de Novembro. As festas literárias em Pernambuco são engraçadas... Porque falo isso? A impressão que tenho é que se todos gostassem ( realmente ) de Literatura ali o mundo com certeza estaria salvo. Esse comentário também se estende a Bienal do livro. Na verdade, acho que tanto uma quanto outra são "mercadões" para tentar vender livros , lançá-los e/ou uma oportunidade para escritores de renome falar sempre do mais do mesmo. Lanço aqui uma pergunta, quem assiste a uma palestra, tanto na Fliporto quanto na Bienal saiu de lá entendendo um pouco de Literatura? Pode ser. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Acho que essa dificuldade de sair de um ambiente literário sem entender de Literatura é devido a falta de discussão literária nesses lugares, a conversa hoje gira em torno dos autores e não de livros, de mercado e não de técnicas de escrita do livro lançado em questão. Sabe-se mais da vida íntima do escritor do que da personagem, não que seja desinteressante falar do  autor , mas no mundo em que vivemos, cuja imagem visual está reinando perante a "imagem imaginária" não  (tentar) desvendar os mistérios de um livro para uma população- ainda - leiga , tanto literariamente quanto em criticidade me parece uma heresia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Enfim, não me ache descrente ou contra a atividade literária organizada, nada disso , porém acho que ao invés de mercadão essas feiras deveriam ser incentivos à leitura. Quem sabe se houvesse essa mudança de foco a Literatura não poderia ser realmente uma arte de um povo, e não de um grupo restrito como é hoje.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-3948366228095239040?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://maizunocaos.blogspot.com' title='Não falei...'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/3948366228095239040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/11/nao-falei.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/3948366228095239040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/3948366228095239040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/11/nao-falei.html' title='Não falei...'/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-pJmp4na6Znw/TrdF8tBNnqI/AAAAAAAAAFw/Gjsw7OgeItA/s72-c/logo.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-6681610844352845959</id><published>2011-11-06T00:53:00.002-03:00</published><updated>2011-12-24T02:19:25.339-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a'/><title type='text'>Qual o problema?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1jzVRlmEDh8/TrYEy8YQ6nI/AAAAAAAAAFk/5MTAHW4djek/s1600/charge%2Binclusao%2Bdigital.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="318" src="http://4.bp.blogspot.com/-1jzVRlmEDh8/TrYEy8YQ6nI/AAAAAAAAAFk/5MTAHW4djek/s320/charge%2Binclusao%2Bdigital.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual o problema em escrever de maneira correta na internet? Essa pergunta soa em meus ouvidos há tempos. Converso com meus amigos na internet e sempre me pergunto porque às vezes a novidade soa estranha para nós ( para mim ). Escrever e ler hoje com nas redes sociais se tornou um desafio incrível de criptografia. Parece que se a pessoa escrever um "você" com todas as letras e acento é motivo para se excluir esta pessoa para sempre do hall de amigos cibernéticos. Tá, beleza ( ou blz como queiram )tudo muito bom, tudo muito bem , mas vamos falar sério: Até concordo que as simplificações na linguagem facilitam a comunicação on line, porém um fato está me chamando a atenção nas provas e aulas de Produção de textos: A trasnferência da forma de se escrever na internet para outras situações cotidianas. A internet é um meio a sala de aula é outro, é preciso se entender que se escreve de diferentes maneiras em diferentes situações. É  como  se você trocasse de roupa para várias situações diárias, ir ao cinema, à praia, comprar pão, etc. Mas será que esse uso dominarar ou poderá mudar a forma de se escrever. Quem sabe? No entanto , agora é preciso se pensar neste fato: O mouse ajuda , mas o lápis ainda reina na linguagem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-6681610844352845959?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://maizunocaos.blogspot.com' title='Qual o problema?'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/6681610844352845959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/11/qual-o-problema.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/6681610844352845959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/6681610844352845959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/11/qual-o-problema.html' title='Qual o problema?'/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-1jzVRlmEDh8/TrYEy8YQ6nI/AAAAAAAAAFk/5MTAHW4djek/s72-c/charge%2Binclusao%2Bdigital.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-1334915438090948227</id><published>2011-11-06T00:24:00.001-03:00</published><updated>2011-12-20T10:34:05.122-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Changes'/><title type='text'>Mudança de foco</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maizunocaos é uma experiência, a priori, acadêmica. Foi ( é ) uma resolução de vontades que esse que vos digita tomou quando estava iniciando sua estrada\estada na vida universitária, tentando na medida do possível criar textos literários e divulga-los nessa teia de relacionamentos que é a internet. Deram frutos consideráveis as publicações, tais como, ser citados em várias oportunidades em congressos de literatura, aulas e sites relacionados ao assunto. Entretanto, assim como as paixões " reais" se vem e vão, as paixões acadêmicas ou profissionais também. Não que me esquivarei do grande ato que é falar de Literatura, isso nunca, mas a partir de agora o " Maizunocaos" dividirá com outras paixões que descobrir nesta minha curta, porém, deliciosa carreira de educador... é isso mesmo deliciosa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além da literatura comentarei meus " causos" de professor e falarei também sobre a reflexão que tenho a respeito da língua portuguesa e da maneira que tratam ela nos dias de hoje. Gostaria que participassem todos aqueles que participaram do "Maizunocaos" quando ele era, como dito, sentimentos gráficos, e também novos amigos que fiz nessa infante vida profissional no campo das letras, &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, mãos à obra e CARPE DIEM.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-1334915438090948227?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://maizunocaos.blogspot.com' title='Mudança de foco'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/1334915438090948227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/11/mudanca-de-foco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/1334915438090948227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/1334915438090948227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/11/mudanca-de-foco.html' title='Mudança de foco'/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-7466552244861913466</id><published>2011-10-17T13:00:00.000-03:00</published><updated>2011-10-17T13:00:24.917-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mini contos'/><title type='text'>Sem graça</title><content type='html'>Sem graça.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre fui considerado um palhaço. Para o resto do mundo minha alegria parece, às vezes, insana. Meu sorriso se confunde e se mistura com as tristezas dos outros, enquanto eles sofrem, por não sei o quê, eu ria . E rio. Término de namoro...Gargalhadas. Prédios caem nas metrópoles ... Roladas pelo chão. É sério, meu caso era quase clínico.&lt;br /&gt; Eu não sabia muito bem o que falar nessas horas ( quem sabe ). As pessoas pensam que dar conselhos é a melhor forma de se aliviar as tensões desse músculo que chamam de coração. Não é. A melhor forma para mim era falar a verdade. E sempre falava, mas a minha verdade, não o que as pessoas queriam ouvir. Quando se está com algum problema o que menos se quer é ouvir a verdade. Já passei por isso. &lt;br /&gt;Mas minha verdade vinha em forma de riso , à priori, depois o escárnio. Mas era escárnio para os outros para mim : verdade.  &lt;br /&gt;Minha vida sempre foi assim , para resumir, não sabia lhe dar com os problemas. Mas os meus problemas o dos outros tirava de letra. Resolvia num piscar de olhos. Falando a verdade. &lt;br /&gt;Hoje,  sorriso insano não está assim, fico sem saber como resolver esses meus problemas depois que Você se foi e depois que você apareceu.Você se foi por  minha causa, e você apareceu acho que com faro de loba faminta, porém, pensando bem, por minha causa também. Quando o sorriso se foi, o amarelo disfarçava bem a falta de atitude ao tentar resolver essas coisas. Minha perfeita incompatibilidade com o mundo. Hoje o palhaço não ri, não faz ri. O sorriso não é produzido é alienado. Na concepção Marxista mesmo, os outros me ajudam em uma forma mecanizada de sorrir. Você foi , mas vive. você vive e ainda não foi. Não tem como ir.. O palhaço hoje não quer sorrir, e sim, ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-7466552244861913466?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://maizunocaos.blogspot.com' title='Sem graça'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/7466552244861913466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/10/sem-graca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/7466552244861913466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/7466552244861913466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/10/sem-graca.html' title='Sem graça'/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-382305165686531375</id><published>2011-09-14T00:35:00.000-03:00</published><updated>2011-09-14T00:35:35.811-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mini contos'/><title type='text'></title><content type='html'>In down &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Desta vez não deu para matar o mundo no peito e comemorar como dantes, foi como se um Olimpo desfigurado vendesse raios em minha mente feira. Não tem como deslizar , a bula não serve mais como meu ideal. E o pior que a navalha dele cortou no eixo , no limiar. Doente estou, morto não. Não sem voz apenas sem amídalas. O grito ainda sai, juro , mas agora só nevasca. In down.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-382305165686531375?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/382305165686531375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/09/in-down-desta-vez-nao-deu-para-matar-o.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/382305165686531375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/382305165686531375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/09/in-down-desta-vez-nao-deu-para-matar-o.html' title=''/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-7646659225559304776</id><published>2011-08-31T23:57:00.000-03:00</published><updated>2011-08-31T23:57:29.984-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'> Semente &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; No esparramar das ideias infrutíferas da minha cesta caiu uma semente. A tormenta  tenta sacudi-lá, consumi-lá, não estabelecer meu domínio sobre ela. Mas ela vinga. De simples grão , vira raízes .Fortes. E ainda, quando a aurora do limiar do tempo brilhar, vou ouvir: Sou seu igual, mesmo planta ainda sou semente. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-7646659225559304776?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/7646659225559304776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/08/semente-no-esparramar-das-ideias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/7646659225559304776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/7646659225559304776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/08/semente-no-esparramar-das-ideias.html' title=''/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-1104406242655770934</id><published>2011-04-14T23:35:00.001-03:00</published><updated>2011-04-14T23:49:58.625-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mini contos'/><title type='text'>Sopro de vida</title><content type='html'>Toda felicidade do mundo está em apenas cinco minutos da vida: Quem não percebeu ainda ou morrerá esperando ou faça os cálculos do tempo perdido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-1104406242655770934?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='' href='http://twiter.com' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/1104406242655770934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/04/sopro-de-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/1104406242655770934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/1104406242655770934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/04/sopro-de-vida.html' title='Sopro de vida'/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-1255636500388894568</id><published>2011-04-11T23:50:00.001-03:00</published><updated>2011-04-14T23:51:22.244-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos.'/><title type='text'>Quase vista.</title><content type='html'>Tudo que ela precisa na vida era um simples olhar , nem que fosse de desprezo. Não aguentava mais , saiu , bebeu , curtiu e no final das contas quase conseguiu o que queria: Um olhar de soslaio do agente do IML.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-1255636500388894568?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/1255636500388894568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/04/quase-vista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/1255636500388894568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/1255636500388894568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2011/04/quase-vista.html' title='Quase vista.'/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-6249005229676062190</id><published>2010-12-14T22:41:00.002-03:00</published><updated>2011-04-14T23:52:49.614-03:00</updated><title type='text'>Albert Memmi eYacine Kateb: da assimilação à evolução</title><content type='html'>A literatura dos povos do Maghreb tem como uma das principais temáticas a assimilação cultural do povo colonizador, entretanto, essa assimilação não foi, nem é, uma assimilação de forma pacífica. &lt;br /&gt;Vários escritores tentaram de alguma forma retratar em suas obras a busca de uma real identidade para o seu povo. Escritores como Albert Memmi, Mohamed Dib, Mouloud Feraoun e Mouloud Mammeri tiveram como pano de fundo para suas obras poéticas a aculturação do povo argelino com relação ao povo francês. &lt;br /&gt;Para uma iniciação a essa literatura e a temática da aculturação dos povos do Maghreb é imprescindível que se leia dois livros em especial: “Portrait du colonisé, précédé du portrait du colonisateur.” De Albert Memmi e “Nedjma” de Yacine Kateb. No primeiro livro Memmi faz um retrato quase fiel dos últimos anos de colonização francesa na África do Norte. Sendo ele um colonizado, nascido na Tunísia e de descendência judia, pôde através de suas próprias experiências, analisar profundamente a relação colonial. O livro foi publicado em 1957 pela editora Buchet-Chastel antes mesmo de se concretizar a independência dos três países do Maghreb (a Argélia só conquistou sua independência em 1962) e foi acusado de servir como arma contra a colonização.  &lt;br /&gt;A busca de identidade, a valorização do que é seu, enfim, a tentativa de se afirmar como ser humano livre, estandartes levantados não só pelos governos que se sucederam à independência dos três países do Maghreb, mas também pelos seus escritores e intelectuais, só podem ser entendidos através da análise do que foi a colonização que manteve a região sob seu domínio durante mais de cem anos. Este povo, esmagado pelo colonizador que lhe impunha sua cultura e sua língua, sofreu todo um processo de perda de identidade. &lt;br /&gt;O livro foi concebido em duas partes. O autor começa analisando o colonizador&lt;br /&gt;que chega a um país estrangeiro “par les hasards de l’histoire” e descobre de repente ser ele um privilegiado ilegítimo que vem tomar o lugar do nativo e usurpar-lhe os direitos. A partir daí, ele tem duas alternativas: ou se recusa ou se aceita como colonizador. No primeiro caso, sua única solução será a de partir e abandonar esses privilégios, o que se dá raramente pois são muitas as vantagens de que terá que abrir mão. Então, ele decide se assumir como colonizador o que o fará renegar o colonizado e discriminá-lo através do racismo. E, por fim, terminará por adotar aquela atitude paternalista tão característica do dominador.&lt;br /&gt;Na segunda parte do livro temos o retrato do colonizado e o estudo de sua&lt;br /&gt;situação como tal: os problemas da cidadania, da criança, dos valores (tradições e religião), da escola, da língua, da literatura e, enfim, da amnésia cultural. Diante desta realidade, o colonizado passa por duas fases. Primeiramente, ele vai tentar assimilar a cultura do colonizador para ser outra pessoa e para tanto terá que renegar suas origens. Mas, a assimilação se revela impossível porque “pour s’assimiler, il ne suffit pas de donner congé à son groupe, il faut en pénétrer un autre: or, il rencontre le refus du colonisateur”.  Ao compreender isso, o colonizado passa à revolta contra aquele ser que ele tanto admirava e surge a segunda fase, a do ódio ao colonizador e,consequentemente, a da busca da afirmação de si mesmo e de sua essência.&lt;br /&gt;Acreditamos, pois, que este livro de Albert Memmi seja primordial para se começar a entender o Maghreb, porque a relação colonial ai analisada funcionará sempre ou como tema principal ou como pano de fundo nas principais obras maghrebinas daquela época.&lt;br /&gt;Compreendido o processo colonizador/colonizado, seria interessante passar a&lt;br /&gt;uma leitura que pudesse dar uma visão geral do que foi a literatura maghrebina de expressão francesa nesse período de 1945 a 1962 através do primeiro contato com seus principais escritores. Recomendamos a Anthologie des Ecrivains Maghrébins d’Expression Française , coletânea de textos organizada por Albert Memmi que se faz acompanhar de notas biográficas dos autores selecionados.&lt;br /&gt;Outro livro de Memmi que se propõe a estudar a problemática da aculturação é&lt;br /&gt;o romance La Statue du Sel de Albert, editado em 1953 por Buchet-Chastel.&lt;br /&gt;Nesta obra o autor retrata sua própria infância e juventude marcadas pelas contradições de três culturas. Nada melhor para definir a temática deste livro do que o prefácio escrito por Albert Camus para a edição de 1966 pela Gallimard: “Voici un écrivain français de Tunisie qui n’est ni français ni tunisien. C’est à peine s’il est juif puisque,dans un sens, il ne voudrait pas l’être. Le curieux sujet du livre (...), c’est justement l’impossibilité d’être quoi que ce soit de précis pour un juif tunisien de culture française.”  &lt;br /&gt;O romance tem três partes. Na primeira, são as lembranças dos anos felizes e&lt;br /&gt;sem preocupações de sua infância passada num gueto judeu em Tunis. Na segunda parte, época em que freqüenta o liceu, ele começa a se dar conta de que mesmo sendo o primeiro aluno da classe, sua origem o faz diferente dos outros, seu próprio nome marca esta diferença. E a partir dai, o personagem passa a viver uma fase de busca de identidade, isto é, tenta assimilar a cultura do colonizador, se afastando cada vez mais da sua. Finalmente vem a tomada de consciência da total impossibilidade de assimilação dessa cultura estrangeira, a decepção com o Ocidente e a tentativa de encontrar uma saída para sua vida a partir de uma afirmação de si mesmo. &lt;br /&gt;Este romance foi o ponto de partida de Albert Memmi para a sua pesquisa sobre a sociologia do homem oprimido que levará a publicar em 1957 Le Portrait du colonisé, précédé du portrait du colonisateur  e em 1962 Le Portrait d’un juif .Depois de já se ter acumulado algum conhecimento sobre Maghreb, é possível se fazer uma leitura de Yacine Kateb, um dos escritores maghrebinos de expressão francesa mais lidos tanto no Maghreb como no exterior. Além de romancista, Kateb escreveu várias peças de teatro. Sua obra aborda os temas da aculturação, da guerra, mas ele recria os fatos de forma mitológica e poética. Em Nedjma, romance escrito em 1956, há um vai e vem constante entre o realismo, os símbolos e os mitos através dos quais se faz a unidade da obra. A história da personagem Nedjma (que quer dizer “estrela” em árabe) está ligada à da Argélia e é procurando a essência de Nedjma que o autor chega à outra “estrela”, a sua pátria ocupada por estrangeiros. Os principais temas do romance são: as lembranças da infância, a loucura da mãe, a morte, as manifestações de Sétif, a prisão, a personagem de Nedjma e seus símbolos.&lt;br /&gt;A obra de Kateb não é de leitura fácil e exige algum conhecimento sobre o povo magrebino e sua cultura, mas se impõe por ser um tipo de narração inovadora nesse período da literatura maghrebina. &lt;br /&gt;A literatura do Maghreb assim como a grande maioria da literatura dos povos colonizados tenta retratar ou descrever a luta com o colonizador e a afirmação da identidade nacional. Então esses dois escritores relatados aqui além de mostrar as principais temáticas da Literatura magrebina nos fazem analisar um fato importante: A diferença de estilo entre os dois, Memmi com uma escrita quase autobiográfica e Kateb com uma prosa quase poética. E é importante também descobrir esses escritores e essa cultura, pois, eles não estão tão distantes de nós, sul-americanos, o contato com a literatura maghrebina nos possibilitaria estabelecer pontos contrastivos entre essa cultura e a nossa e, analisando as diferenças e as semelhanças, poderíamos chegar a um conhecimento mais profundo de nós mesmos como povo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-6249005229676062190?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/6249005229676062190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2010/12/albert-memmi-eyacine-kateb-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/6249005229676062190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/6249005229676062190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2010/12/albert-memmi-eyacine-kateb-da.html' title='Albert Memmi eYacine Kateb: da assimilação à evolução'/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-128335637460872163</id><published>2010-12-14T22:31:00.004-03:00</published><updated>2011-04-14T23:54:54.393-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'>FICÇÃO E REALIDADE EM “O LIVRO DO DESASSOSSEGO” DE BERNARDO SOARES</title><content type='html'>Em determinados setores da vida social existem “problemas” que por falta de vontade crítica ou por clara indiferença não são resolvidos. Muitas vezes, com esses problemas sem solução acontecem situações que uma pessoa com o mínimo de sensibilidade e criticismo não deixaria acontecer. Uma dessas situações é deixar que determinadas “partes” desse problema caia no senso comum, ou até mesmo no ostracismo. &lt;br /&gt;Com a arte também acontece o mesmo, vez por outra, a falta de vontade de pesquisa e, muitas vezes, a dificuldade de entendimento da “mensagem” do artista tornam-se obstáculos à resolução daqueles “problemas”. Mais especificamente falando da arte das palavras, a literatura, essa dificuldade é latente com alguns escritores. Sem sair de nosso “sertão” literário, a dificuldade de estudos avalizados sobre alguns escritores brasileiros é visível: como entender o “sertão” de Guimarães Rosa sem cair no clichê de neologista. Ou analisar o “vasto mundo de Drummond sem se referir ao sentimentalismo em suas poesias. Meu discurso estaria sendo falacioso e um tanto hipócrita se não falasse que existem bons trabalhos sobre esses autores, entretanto, a grande maioria ainda se esquiva de um trabalho crítico e termina, enfim, caindo no senso comum da crítica especializada. &lt;br /&gt;O século XX na Literatura nos trouxe uma forma diferente de ler romances ou poemas, ao invés de simples deleite e fruição pessoal, os escritores adicionaram em seus textos interrogações implícitas (ou explícitas), ou seja, o leitor era indagado a pensar sobre o texto, era parte constituinte do projeto de criação, interagir com o autor/autores dos textos. &lt;br /&gt;Seja ela uma arte engajada politicamente, economicamente ou socialmente, ou apenas literariamente (no sentido formalista da palavra) o século passado foi cheio dessas “interrogações” que os escritores lançaram mão em seus textos. Como era de se esperar muitos desses escritores não foram/são compreendidos na transmissão da sua literatura. Um desses exemplos é o escritor português Fernando Pessoa. &lt;br /&gt;A procura de se encontrar em outra pessoa ou em outra coisa, mesmo que seja ele mesmo, a possibilidade de se fragmentar em “outros” e a possibilidade/necessidade de experimentar todas as sensações possíveis ao mesmo tempo contaminavam o pensamento do escritor português. Tanto que ele criou uma forma de tentar representar ou sentir tudo ao mesmo tempo, os heterônimos, ou seja, personalidades literárias com vida, obra e pensamentos próprios (?). Cada um desses heterônimos são estudados incansavelmente nas academias, mas um especial vai nortear o nosso trabalho , por isso nos chama atenção devido a essas características em especial:  a) Ele não é propriamente um heterônimo, e sim, um semi-heterônimo. B) Escreveu um livro que por falta de estrutura, ou dificuldade de identificar essa estrutura, permeia os limites teóricos da ficção e da poesia. O semi-heterônimo é Bernardo Soares e a obra é o Livro do Desassossego. &lt;br /&gt;Muitos críticos afirmam que Bernardo Soares seria um reflexo de Fernando Pessoa, eles comprovam isto pelas “coincidências” existentes nas biografias de Pessoa e de Soares, tais como: freqüentavam os mesmos lugares, cafés, bares, a área da Baixa em Lisboa, moravam em pensões baratas, estavam coincidentemente sós, eram avessos as paixões, e a mais intrigante e parecida característica: A incompreensão do mundo.  &lt;br /&gt;Bernardo Soares era um ajudante de guarda-livros de Lisboa que tinha um olhar diferenciado para a sociedade, para ele mesmo e para o mundo. Soares, assim como Pessoa, tinha a necessidade incontrolável de experimentar todas as sensações do mundo. Incluído naqueles “problemas” que a arte não consegue decifrar, Bernardo Soares é meio que um heterônimo, ou semi-heterônimo, esquecido pela crítica, ou por sua dificuldade de compreensão ou pelo fato da obra escrita por ele não ter a estrutura peculiar de um romance ou de novela. Partindo do pressuposto que Pessoa escreveu sua obra com a intenção de ser um projeto literário, Bernardo Soares seria a intersecção entre autor e a sua “família” heteronímica, pois, todas as características desta família, tanto psicológicas quanto literárias são passadas por meio da estética encontrada em “O livro do desassossego”. &lt;br /&gt;Essa intenção de englobar tudo em um só heterônimo é analisada por Nelly Novaes desta forma: “A voz/escrita de Bernardo Soares se manifesta como “sujeito em O livro do desassossego e revela/oculta o possível ser real fernandino”. &lt;br /&gt;Além de tentar interseccionar os heterônimos, achamos que com essa afirmação de Nelly Novaes que a verdadeira intenção de Pessoa era ali analisar em um outro, o próprio espaço interior, descobrir-se uno através dos vários, enfim multiplicar-se. &lt;br /&gt;Também incluída naqueles problemas sem solução da Literatura, a obra de Soares tem características peculiares: 1) O livro não foi publicado em vida pelo autor, por mais que suspeitemos de suas intenções, não afirmaremos se o autor mexeria no livro ou não. 2) Como podemos classificar uma obra de livro com uma estrutura que não se enquadra como tal? 3) Se é um livro que denominação deveríamos dar ao livro do desassossego: ficção ou poesia, pois quando nos debruçamos sobre as centenas de páginas do livro percebemos que essa separação fica comprometida. &lt;br /&gt;Dentre essas características a mais importante para nós será a última. Onde se situa o livro do desassossego de Bernardo Soares: no limite da ficção ou da poesia? &lt;br /&gt;Analisando primeiramente o que de poético se sustenta na obra, podemos observar que a re-semantização de vários temas em peculiar, isto é, simplesmente não se descreve fatos. No texto, Soares dá uma visão polissêmica a determinado assunto, olha com outros olhos, se transfigura, individualmente e literariamente em outros. É como se todos os desassossegos do fossem nossos. Na medida em que sua autobiografia sem fatos está sendo contada, percebemos que os fatos não são vividos, mas sentidos, experimentados. &lt;br /&gt;Além dessa re-semantização, no livro do desassossego ocorrem passagens que, analisando a obra de uma forma fragmentada, podemos enxergar tendências das duas últimas escolas literárias existentes: No plano do conteúdo o Simbolismo, e no plano da forma o Modernismo. &lt;br /&gt;As tendências da poesia modernista aparecem no livro na forma da ruptura com estética vigente do passado, através da utilização dos versos livres, sem rimas na grande maioria, ao invés dos sonetos tradicionais do Simbolismo. E as características simbolistas aparecem na forma de conteúdo com a temática decadentista. O pessimismo também é marcante em alguns trechos e a possibilidade de experimentar todas as sensações é visível. &lt;br /&gt;E quais são as características de ficcionalidade existente em “O livro do desassossego”? &lt;br /&gt;Uma das principais é a existência de cenários, tais como: os arquivos onde trabalhava Soares, os cafés que freqüentava, um cenário descritivo como Lisboa. Da mesma forma que analisamos a parte poética de forma fragmentada, temos que decompor as partes ficcionais. Analisando assim alguns trechos percebemos a característica de cena, com começo, meio e fim, descrições, clímax e desfecho, como por exemplo, o suposto encontro de Soares com Pessoa onde se entrega o livro para o início da escrita.  Mas o que chama mais atenção para identificar o livro do desassossego como ficcional são duas coisas: A identificação de personagens e a quase “ instituição” de Bernardo Soares como narrador/protagonista de sua próprias experiências . &lt;br /&gt;Mas a pergunta que fica entreaberta é: Teremos mesmo que classificar O livro do desassossego entre essas duas vertentes da Literatura? Fernando Pessoa foi um autor/autores que se multiplicou em vários, entretanto, sendo ele mesmo. O que fica na verdade é a mística e a complexidade, não só do Livro do desassossego, mas da obra completa desse autor genial.&lt;br /&gt;Existem leituras de Pessoa que enxergamos seu lado pagão, outro lado racional, vez por outra um lado desiludido com a instituição do Ser. Se Pessoa mesmo disse que não se considerava um escritor, e sim, uma Literatura inteira, por que não considerar O livro do desassossego uma Literatura inteira? Pois ali podemos encontrar ficção, poesia, prosa, autobiografia (de um ou de outro)  enfim, elementos literários de todas as escolas e de todos os gêneros. &lt;br /&gt;Portanto, concluímos que “O livro” é um dos maiores desafios que a teoria e a crítica literárias têm, em contrapartida, se desvendando o mistério ainda assim o prazer de lê-lo não cessará, pois enquanto haver outro ou outros para nos procuráramos nunca cessará o desassossego.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-128335637460872163?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/128335637460872163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2010/12/ficcao-e-realidade-em-o-livro-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/128335637460872163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/128335637460872163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2010/12/ficcao-e-realidade-em-o-livro-do.html' title='FICÇÃO E REALIDADE EM “O LIVRO DO DESASSOSSEGO” DE BERNARDO SOARES'/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-4474739750845378390</id><published>2010-12-14T22:29:00.001-03:00</published><updated>2011-04-14T23:57:20.586-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'>A confissão de Lúcio: Um entre-lugar no Simbolismo e Modernismo português</title><content type='html'>1. Uma breve introdução. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao analisar a atividade artística de certo período é incontestável que se devam associar as influências extras literárias na composição de determinadas obras. Na literatura do final do séc. XIX essa afirmação fica comprovada. O clima de negatividade, obscurantismo, e de falta de identificação com o mundo e sua estrutura social era pano de fundo para influenciar artistas que estavam descontentes com essa situação. Portanto, esse clima negativo foi uma influência principal para se formar uma nova estética literária, e no final do século XIX surge o Simbolismo, que em alguns países da Europa fica em evidência até as primeiras décadas do século seguinte. &lt;br /&gt;O Simbolismo espalhou suas raízes pelo mundo a partir da França. Jovens intelectuais descontentes com a sociedade em que viviam injetavam sua visão de mundo e sensações subjetivas nos poemas que compunham. Dentre esses estava Charles Baudelaire, para muitos o iniciador da estética simbolista. “Entre suas características principais essa estética apresentava uma linguagem ‘quase” incompreensível, indecifrável, hermética. O escritor queria através das sensações emitirem suas mensagens, a fim de que, o leitor experimente as mesmas impressões que ele tinha do mundo. A musicalidade e a sinestesia também eram características marcantes do Simbolismo. &lt;br /&gt;Como já dito, a partir da França a estética simbolista foi espalhada pelo mundo. Na Europa um dos países que sofreu forte influência dessa escola literária foi Portugal. A literatura portuguesa nos revelou artistas como Antonio Nobre e Camilo Peçanha. &lt;br /&gt;As influências do Simbolismo marcam a trajetória literária de muitos artistas até a primeira metade do século XX. E um desses artistas portugueses é Mário de Sá-Carneiro. No início de sua obra , mais especificamente em sua poesia, Mário é fortemente influenciado pela estética simbolista, apresentando em suas poesias eixos temáticos que eram considerados essencialmente simbolista , tais como: o decadentismo, o hermetismo e a negatividade. Entretanto, esse artista é um dos mais importantes da literatura do século XX porque marca em Portugal um período de transição; ainda carregado de influências simbolistas, Mário de Sá Carneiro dialoga com a nova estética que estava se formando subseqüentemente: o modernismo. Essa transição que ocorre em Mário de Sá-Carneiro fica clara em um livro em específico: “A confissão de Lúcio”. &lt;br /&gt;Publicado em 1914 “A confissão de Lúcio” é uma obra sugestiva para explorar essa transição da estética simbolista para a modernista em Mário de Sá-Carneiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. “A confissão de Mário”   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário de Sá-Carneiro foi um poeta que circulou nos meios literários de Portugal e de França. Entre essas idas e vindas foi escrito a obra “A confissão de Lúcio”. O artista era conhecido pelo seu modo intimista e introspectivo de ver o mundo. Os poucos amigos que tinha, dentre eles Fernando Pessoa, sabiam dessas características, inclusive contadas em alguns poemas. Mário possuía um grande incômodo com ele mesmo e com o seu “ estar no mundo” , o artista sempre procurava um porquê de se viver, mesmo que esse porquê fosse em outra pessoa ou nele mesmo. &lt;br /&gt;Quem lê a biografia e a obra “a confissão de Lúcio”, às vezes, pode fazer uma comparação: ao invés de confissão de Lúcio poderia ser a confissão de Mário. Isso acontece porque algumas características narradas na obra aconteceram na vida do autor, tais como: a negatividade perante o mundo, a circulação constante nos meios literários de Portugal e França. Mas as características principais vistas na obra, e que permeiam toda a obra de Sá-Carneiro são: a procura constante de se encontrar no outro e a tendência suicida. &lt;br /&gt;Essa procura constante desse eu/outro fica evidente na tríade principal do livro : Ricardo/ Lúcio/ Marta. O narrador, por vezes, nos “confunde” se os três são ou não a mesma pessoa. Essa busca constante de se refletir em outra pessoa também se caracteriza na vida de Mario. O autor, às vezes nas temáticas de seus poemas não sabia distinguir se quem estava falando era o Mário poeta ou o Sá-Carneiro homem. &lt;br /&gt;Outro elo entre vida e obra do autor é a tendência suicida. Ela aparece com grande importância em “A confissão de Lúcio” e nas poesias de Mário, fato essas contadas várias vezes nas cartas a Fernando Pessoa. Assim como Florbela Espanca, que apareceria na história literária portuguesa mais a frente, a obra de Mário de Sá-Carneiro pode ser considerada, não uma obra autobiográfica, como afirmam muitos estudiosos, mas sim, uma obra auto-reveladora, porque fica evidente sua entrega pessoal nas suas letras, e também as três principais inquietações do autor: “ o estar no mundo, a anormalidade e o suicídio. &lt;br /&gt;3. “A confissão de Lúcio”:  estrutura . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta obra foi considerada por José Régio como a obra-prima de entre as novelas de Sá Carneiro, onde estão, como já dito, três de suas obsessões dominantes: o suicídio, o anormal até a loucura e o amor quase pervertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta obra, ao incitar seus personagens na busca de uma transcendência distorcida, Sá-Carneiro cria uma atmosfera de exacerbado lirismo. Capaz de acrescentar um prazeroso sabor ao narrar o inarrável, mesmo no leitor que possui poucas fibras de sensibilidade ele é capaz de produzir um turbilhão interior próximo ao palpitar acelerado do coração quando em êxtase. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Confissão de Lúcio, publicada pelo poeta em 1914, um ano antes do aparecimento do primeiro número de Orpheu é uma novela que parece apresentar, através da fragmentação, a existência de questões que ficam sem resposta: repetição de silêncios intervalares, espelhamentos intertextuais como forma de dar consistência a essa outra voz, consciente de que tudo aquilo é material com que se constrói a obra de arte, cuja linguagem é plástica e maleável, criadora de um sentido provisório e impossível de fixar.  &lt;br /&gt;A Confissão de Lúcio é obra narrada em primeira pessoa e o personagem-narrador procura sempre demonstrar o contrário da característica da obra, isto é, apresentar os (simples) fatos a fim de obter credibilidade do leitor, que é o “júri”. Ao modo próximo dos simbolistas, o narrador vai captando as relações mais íntimas do âmbito da percepção, levando esse conjunto de sensações a rever o conceito de realidade e aproximá-la do fantástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa começa do fim para o início, e já na primeira página o próprio narrador demonstra claramente a desilusão que tomou conta de sua vida depois dos acontecimentos que vai narrar, a ponto dos dez anos que passara na prisão por um crime que não cometera parecerem-lhe "uma coisa sorridente". É bom lembrarmos que há uma certa ironia que passa por toda a narrativa, e tal ironia provém do próprio narrador. É como se, o tempo todo, ele estivesse analisando o passado sob os olhos do presente, a fim de dar um tom de maior veracidade aos fatos narrados, porém, sua tentativa é malograda, uma vez que a ironia empregada assume apenas um tom de riso profilático e é totalmente posta por terra no final, pois notamos que o narrador nada mais é do que a vítima confessa delas próprias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As várias funções exercidas pelo narrador Lúcio na história - ele é ao mesmo tempo personagem narrador e receptor de outras obras - indicam a ambigüidade, inerente à linguagem, em que o significante desliza constantemente sob o significado, tornando impossível o estabelecimento de qualquer sentido definitivo. E também que o reverso (ou o complemento?) da criação é a destruição: Lúcio destrói no fogo sua peça Brasas, Ricardo mata Marta, sua criatura, o final da obra da americana coincide com a sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estilo da narrativa tem por objetivo deixar o leitor em constante dúvida (o relato é real ou imaginário?). Inicialmente, os autores optaram pelo mesmo estilo: uma confissão. Essa confissão alcançou o objetivo na novela de Sá Carneiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele intensifica o caráter documental de sua obra: a novela é apresentada ora como confissão de fatos consumados ora como um diário íntimo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou escrevendo uma novela. Apenas desejo fazer uma exposição clara de fatos. E, para a clareza, vou-me lançando em mau caminho - parece-me. Aliás, por muito lúcido que queira ser, a minha confissão resultará - estou certo - a mais incoerente, a mais perturbadora, a menos lúcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) E são apenas fatos que relatarei. Desses fatos, quem quiser, tire as conclusões. Por mim declaro que nunca o experimentei. Endoideceria, seguramente.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa que me acreditem, mas só digo a verdade - mesmo quando ela é inverossímil. &lt;br /&gt;Com relação às personagens, dentre as várias existentes, entendemos ser o triângulo amoroso formado por Lúcio, Ricardo e Marta, o cerne fundamental que levará à desilusão do autor/narrador no final da narrativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo - o protagonista dos fatos narrados. Trata-se de um poeta que, antes de ser apresentado a Lúcio, é mencionado por várias personagens. Sua marca principal é a incoerência: seu maior problema é que se sente totalmente estranho à vida normal, ao mesmo tempo em que sente uma irresistível atração por ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúcio Vaz - narrador-personagem jovem escritor português é a duplicação do eu de Ricardo, ou seja, o seu outro, o grande conflito que marca toda a obra de Sá-Carneiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marta - retratada como uma mulher belíssima, mas todo um mistério a envolve durante toda a parte da narrativa em que aparece. É esposa de Ricardo, porém Lúcio se apaixona por ela. Os dois têm uma relação extraconjugal que, para Lúcio, parece óbvia demais para Ricardo não perceber. Lúcio parece ter certeza de que Ricardo sabe de sua relação, mas acha muitíssimo estranha que este nada faça. Em dado momento, Marta deixa de vir à casa de Lúcio e passa a encontrar-se com Sérgio Warginsky, outro freqüentador da casa de Ricardo, o que deixa Lúcio horrorizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para falar de Marta, é necessário ter em mente esta questão do outro, pois esta é a explicação mais plausível do desenrolar final da narrativa, uma vez que é ela quem acende o estopim das ações que levarão à desilusão em relação à vida do autor/narrador. &lt;br /&gt;Num primeiro momento a história se desenvolve na Paris de 1895. O narrador, Lucio, nos conta do meio artístico e destaca-se nessa narração a figura de Gervásio Vila Nova: escultor, dono de uma conversa envolvente, embora fosse algo “disperso, quebrado, ardido”. Destaca-se ainda, nesse momento, a admiração que vai desenvolver por uma misteriosa americana, mulher rica e linda: “Criatura alta, magra, de um rosto esguio de pele dourada - e uns cabelos fantásticos, de um ruivo incendiado, alucinante.” Por meio dela fica sabendo da chegada de Ricardo Loureiro, poeta cuja obra era muito admirada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa festa promovida por Gervásio, Lúcio é apresentado a Ricardo. Logo da primeira conversa vai se desenvolver uma grande amizade e admiração entre ambos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A admirada americana ruiva desaparece de cena, Gervásio também encerra aqui sua participação no enredo, uma vez que retorna a Portugal. Enquanto as conversas com os outros tinham um interesse voltado para o intelectual, o conhecimento, as feitas com Ricardo pareciam atingir a alma de Lúcio. Dessa amizade nasce uma relação que pode ser representada como sendo uma projeção de Lúcio sobre o outro, Ricardo. Pressente-se um tom de homossexualidade: “Mas uma criatura do nosso sexo, não a podemos possuir. Logo eu só poderia ser amigo de uma criatura do meu sexo, se essa criatura ou eu mudássemos de sexo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo vai para Lisboa, ficam os amigos separados por um ano, trocam-se cinco cartas durante esse período. Em dezembro de 1897 Ricardo retorna a Paris: “As suas feições haviam-se amenizado, acetinado - feminilizado, eis a verdade.” Lúcio sabia, no entanto, que Ricardo havia se casado. Num jantar Lúcio é apresentado a ela, Marta: “Era uma linda mulher loira, muito loira, alta, escultural (.... Cheguei a ter inveja de meu amigo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três ficaram amigos inseparáveis. Participavam em reuniões de amigos intelectuais e artistas, e nessas se destacava a figura de Sérgio Warginsky, músico russo, que no entanto, vai criar uma impressão negativa e de quase ódio em Lúcio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envolvido com sua produção literária, por vezes, Ricardo deixava Lúcio a sós com Marta. Entre situações às vezes constrangedoras que beiravam o limite da amizade, Lúcio começa a se sentir envolvido pela figura de Marta. Até que, enfim, Marta torna-se amante de Lúcio. Lúcio acaba se apaixonando por Marta, apesar de continuar a amizade com Ricardo. Estranhamente Lúcio atenta para alguns detalhes da fala de Ricardo, como quando o amigo lhe diz que ao se observar ao espelho não mais se via: “Ah! Não calcula o meu espanto... a sensação misteriosa que me varou... Mas quer saber? Na foi uma sensação de pavor, foi uma sensação de orgulho.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, Marta também parecia a Lúcio como uma mulher irreal: “sim, em verdade, era como se não vivesse quando estava longe de mim.” Nada confirmava sua existência além do perfume penetrante que ficava no leito, precisava não mais provar o amor, mas a existência real dessa misteriosa mulher que tanto se entregava a ele e que traía com intensidade o amigo: “As suas feições escapavam-me como nos fogem as das personagens dos sonhos. E, às vezes, querendo-as recordar por força, as únicas que conseguia suscitar em imagem eram as de Ricardo. Decerto por ser o artista quem vivia mais perto dela.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algum tempo, Marta torna-se fugidia, demora-se menos com Lúcio, os encontros tornam mais difíceis. Lúcio começa a desconfiar de Marta e desenvolve um sentimento de ciúme. Nas tardes em que apenas encontra o amigo Ricardo, começa a procurá-la desesperadamente. Uma vez seguindo Marta, descobre que ela fora ao apartamento de Sérgio Warginsky. Por essa época, Lúcio terminara uma peça de teatro e começa a andar pelas ruas, em uma dessas andanças encontra Ricardo, este lhe faz uma estranha afirmação, de que Marta é uma criação de Ricardo: “Compreendemo-nos tanto, que Marta é como se fora a minha própria alma,. Pensamos da mesma maneira; igualmente sentimos. Somos nós dois... (...) E ao possuí-la, eu sentia, tinha nela, a amizade que te deveria dedicar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta cena alucinante, Ricardo mata Marta, e então Lúcio descobre que um mistério envolvia essa morte: Marta folheava um livro, em pé, ao fundo da casa. Ricardo dá-lhe um tiro à queima roupa: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E então foi o Mistério... o fantástico Mistério da minha vida... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Características simbolistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A confissão de Lúcio” fica no entre-lugar da literatura portuguesa, pois mistura em sua composição estética características simbolistas e modernistas. &lt;br /&gt;No que diz respeito à estética simbolista alguns eixos temáticos dessa escola aparecem com maior nitidez: o decadentismo, o hermetismo e a procura de identificação com o mundo. &lt;br /&gt;O clima de decadentismo aparece logo nos primeiros parágrafos da obra. O narrador falando de uma cadeia pede ao leitor julgar suas atitudes a respeito dos fatos a serem narrados. Mas a incerteza de que ele ( o narrador ) será absolvido ou culpado pouco importa, pois , o eu interior do narrador nos passa uma negatividade falando desse assunto. Para ele não importa a absolvição porque o re/início de sua “liberdade” não haveria mais função de estar no mundo, todas as suas experiências e sensações já foram contadas e vividas, portanto, a falta de ( para quê) viver seria seu norte daí por diante. &lt;br /&gt;Outro ponto essencialmente simbolista é a narrativa de sensações das personagens. Através dos sentidos o narrador re/cria uma realidade ao leitor captando as relações íntimas através das percepções vividas pelos personagens. &lt;br /&gt;Uma dos personagens, o artista Gervásio Vila-Nova, é a representatividade da falta de identificação que Lúcio tinha com o mundo. Altamente fútil e com visões claramente burguesas Gervásio causa um estranhamento em Lúcio, e comparando com os outros amigos que o cercavam, que tinham a mesma atitude, o narrador percebe que esses “amigos” eram espelho da sociedade: com características fúteis e aparentes. &lt;br /&gt;O hermetismo na obra também é destaque. A estrutura narrativa, às vezes, nos faz pensar que o que está sendo narrado é ilusão ou realidade, imaginária ou concreta. Ao final do livro a mensagem que nos passa é um sentido de “não fim” da obra, sensação essa ao invés de ponto final poderia existir uma reticência. &lt;br /&gt;5. Características Modernistas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante apresentar as características modernistas em “A confissão de Lúcio” de duas maneiras, a primeira no que diz respeito  à estética  e a segunda no plano do conteúdo. &lt;br /&gt;Uma das características do Modernismo foi tentar romper com técnicas e estéticas de períodos literários anteriores, mas também falar de assuntos que até então não eram discutidos. No plano do conteúdo em “A confissão de Lúcio” um tema/tabu que foi discutido é a questão do homossexualismo. O autor nos conta um amor entre dois homens ( embora não concretizado ) Ricardo/ Lúcio. Portugal sempre foi uma sociedade conservadora e esse assunto pode causar estranhamento o aparecer numa obra literária, por isso também que Mário de Sá-Carneiro é considerado um autor que transgrediu o esperado e não silenciou a qualquer assunto. &lt;br /&gt;Mário de Sá-Carneiro circulava também pelas vanguardas artísticas que estavam aparecendo no início do século XX. Dentre essas vanguardas o Futurismo, com Marinetti, foi uma das principais influências. Essa tendência tinha como pano de fundo a velocidade em que as transformações sociais vinham acontecendo, e essa velocidade fica clara na estrutura narrativa. Em “A confissão de Lúcio” a velocidade da narração tenta evitar o excesso de descrição de ambientes e de personagens, fato marcante no Romantismo. As sequencias narrativas são excessivamente rápidas. onde passado, presente e futuro saltam aos nossos olhos num piscar. &lt;br /&gt;Essa quebra de linearidade ( começo , meio e fim ) é uma das características mais marcantes na obra. Para nós (pós-modernos) isso pode parecer uma banalidade, pois , entre outras coisas já experimentamos fluxos de consciência, tendências surrealistas e arte concreta, mas para o leitor da época acostumado a uma sequencia narrativa tradicional, o esforço cognitivo deveria ser bem grande para essas idas e vindas ao passado, presente e futuro como ocorre em “A confissão de Lúcio” de Mário de Sá-Carneiro. &lt;br /&gt;Enfim, a obra, como já dito, dialoga no entre - lugar do simbolismo e do modernismo, problematizando questões até então não discutidas na literatura portuguesa, e mostrando estéticas já contadas ( simbolista ) e recém inauguradas ( modernista ) entretanto, o principal objetivo do autor foi mostrar uma característica marcante daquela época, e que é / será vista até os dias de hoje:  a fragmentação do ser humano. Naquele tempo nós não cabíamos mais em si mesmo, teríamos que nos procurar em outro/outros, a fim de encontrar características individuais em outras pessoas , ou  seja, tentar encontrar nossa “ espelhização” . Entretanto, Mário de Sá Carneiro nos mostra em “ A confissão de Lúcio’ que o caminho não é tão simples de percorrer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-4474739750845378390?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/4474739750845378390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2010/12/confissao-de-lucio-um-entre-lugar-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/4474739750845378390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/4474739750845378390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2010/12/confissao-de-lucio-um-entre-lugar-no.html' title='A confissão de Lúcio: Um entre-lugar no Simbolismo e Modernismo português'/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-9055966849315828579</id><published>2010-06-06T23:19:00.004-03:00</published><updated>2011-04-14T23:59:48.598-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos.'/><title type='text'>Match Point</title><content type='html'>Ultimo lance, última bola, o juiz apita. Match point. Momento de decisão. Saio do trabalho como todo dia às 18:00hs, mas dessa vez com pensamentos diferentes da rotina: cerveja, mulheres, dívidas, números, a pelada de domingo,outra pelada no mesmo domingo e o gol perdido. Ponto pra mim. Você sempre disse isso, que eu deveria mudar meus pensamentos, refletir um pouco, mas até hoje não sei sobre o quê? É... é essa a palavra: reflexão, neste momento sei o que é. E como sempre é você meu ponto de ebulição. Fervi. Foi ontem, com aquela discussão. Mais uma discussão. Ou D.R. como você gosta de falar, acho isso ridículo, abreviar uma situação tão estranha, mas era sempre assim você gosta de abreviar as coisas. Até uma discussão. Continuo... Ao invés de pensamentos simplórios neste momento penso em alguma coisa interessante: tomar uma decisão. Hoje, depois do trabalho, do enfadonho trabalho, da monotonia-vida, vejo desse ponto onde estou, olhando para baixo, que nosso relacionamento não teve o ponto de cruz tão entrelaçado. Sempre dava para desconfiar que mais cedo ou mais tarde o novelo poderia se recompor. E essa decisão dissolveu-se em duas. E de um ponto a outro a intersecção sou eu? Ou você? &lt;br /&gt;O ponto principal disso poderia ser aquele “ não aguento mais...” ou aquele “ quero terminar” que você falou ontem, mas acho que não... pontos de vistas diferentes de vida foram o estopim. &lt;br /&gt;Os ditados populares não são muito certos né? Não funcionam com muita gente, inclusive conosco. Lembra, tua irmã sempre falava: com esses dois é assim, os opostos se atraem. Agora vejo que os opostos se afastam cada vez mais... rotina faz isso. Você não acha que eu me incomodava... era um saco escutar você falar duas vezes ao dia se o café estava no ponto. Encontrar calcinhas debaixo da cama e ver minha camisa que usei na segunda implorar na sexta-feira, em sete idiomas, para ser lavada. Entretanto, eu ainda não sabia o que significava isso: reflexão. Agora eu sei. Sei?&lt;br /&gt;Enfim, esse vinho, e essa propaganda piscando nos deixam comovidos como o diabo... Match point, último lance, o juiz apitou, Game over... ponto final. &lt;br /&gt;... Dentro do carro eu não via nada. Também... depois de ontem, como ver. Ele nunca tomava decisões, e sempre ficava a minha responsabilidade. Mas ele é muito infantil ainda... infelizmente. &lt;br /&gt;- Relaxa menina, liga o rádio para passar o tempo, ele te ama, daqui a pouco ele tá,em casa, de novo. Não vai fazer nenhuma loucura. &lt;br /&gt;-É né? Daqui a pouco ele tá em casa. &lt;br /&gt;-Pois é. &lt;br /&gt;Depois de ouvir chiados e testemunhos evangélicos o rádio é sintonizado e anuncia: Atenção motorista há um ponto de bloqueio na Avenida Conde da Boa Vista, o fluxo de carros está intenso, mas o trânsito continua parado. De acordo com a informação da companhia de trânsito, ocorreu um suicídio. Um homem de aproximadamente 30 anos se jogou de um dos prédios da avenida, caindo em cima de um ponto de ônibus... Mas agora, vamos continuar com as mais pedidas do dia!!! Agora com vocês o Reggae descontraído da banda ponto -de- equilíbrio. São exatamente 19: 35 no grande Recife. &lt;br /&gt;- Poxa... que bom que estamos em outro ponto da cidade. Engarrafamento nessa hora...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-9055966849315828579?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/9055966849315828579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2010/06/match-point-ultimo-lance-ultima-bola-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/9055966849315828579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/9055966849315828579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2010/06/match-point-ultimo-lance-ultima-bola-o.html' title='Match Point'/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-8122123936615845314</id><published>2009-12-22T22:56:00.001-03:00</published><updated>2009-12-22T23:05:31.397-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;O OLHAR EX/ÓTICO DO ESTRANGEIRO SOBRE A LITERATURA E O CINEMA PERNAMBUCANOS NA CONTEMPORANEIDADE.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Os primeiros lampejos de comunicação literária do Brasil com Europa foram dados no início do século XIX com o Romantismo. Autores como José de Alencar, Joaquim Manoel de Macedo, Álvares de Azevedo, entre outros, representaram fielmente os cânones (mesmo o Romantismo na Europa sendo uma escola literária desconstituída de regras) dos escritores europeus. Embora estivéssemos nessa época lutando pela nossa independência política, no ramo cultural essa certa independência só viria a acontecer com “Memórias Póstumas de Brás Cubas” de Machado de Assis. Antes disso, o escritor brasileiro costumava parafrasear as obras européias com um cheiro de palmeira imperial e com o cantar de sábias com sotaque francês. E isso era o que chamava a pouca atenção dos muito poucos ainda leitores de além-mar. O exótico brasileiro é que lhes atraía à leitura de textos brasileiros. Mas não o exótico como entendemos hoje, e sim, como fora do olhar convencional. A cultura européia estava acostumada com um tipo de signos literários que mais ou menos se tornou via de regra na roda de leitores daquele período.Durante muito tempo permanecemos com essa visão de submissão aos olhares europeus. Não muito distante de nós, no século XX, Jorge Amado mostrava tudo (que para ele) tinha de melhor na Bahia, resultado: Esse tipo de Literatura foi consumida até a morte na Europa. E o que mais pode intrigar é que por essa Literatura a nossa identidade cultural ficou marcada pela malandragem, irreverência, e certa ingenuidade no modo de enxergarmos o mundo, aquela mesma ingenuidade do tempo do desembarque das caravelas. Além desse ramo da Literatura brasileira, a crescente indústria cinematográfica também vendia essa imagem de oba-oba da cultura brasileira. A porno-chanchada foi muito marcante nas décadas de 30/40 do século passado, com temas geralmente que exploravam a malandragem do brasileiro contribuindo ainda mais para que o olhar do estrangeiro sobre nossa cultura permanecesse procurando o ex/ótico. Com o período ditatorial (até isso importamos da Europa) o nosso poder de reflexão sobre o mundo e a condição humana ficou restrito aos guetos universitários e aos centros undergrounds culturais mais influentes, isso contribuiu em meados da década de 1980, com a redemocratização, a cultura depois de tanto “silêncio” conseguisse re/inventar a identidade nacional e imprimir uma nova visão aos olhos internacionais. Feito isso, a cultura contemporânea não poderia ter outro pano de fundo se não a crítica. Crítica de costumes, de influências, da repressão, da violência e inclusive, mas não sobretudo, a crítica à submissão, desta feita não só aos olhos externos , mas também aos internos. Isso fica mais evidente com a produção cinematográfica do início dos anos 1990. Filmes como “Cidade de Deus” ‘“Olga” e “Agosto” tentaram re/construir e criticar, porém, sem ser dedos-duros, toda uma geração silenciada na construção dessa identidade cultural. A Literatura também nos mostra essa fase de reconstrução da cultura brasileira. A intenção da grande parte dos escritores contemporâneos ainda é a crítica aos problemas sociais que o Brasil atravessa há séculos, mas também mostrar outra cara ao Brasil, isto é, conceder universalidade a temas aparentemente brasileiros. Entretanto, vez por outra, o tema do eterno colonizado re/aparece em algumas manifestações artísticas. Por outro lado,agora com uma nova roupagem, com uma crítica à submissão às avessas, uma crítica ex/ótica. É incontestável que ainda figuramos no olhar do estrangeiro como um povo voltado à carnavalização, e aí se inclui o sexo, a libertinagem e mais uma vez a ingenuidade (aos olhos deles). Dois autores fizeram essa crítica às avessas sobre um tema que está intimamente ligado a brasileiros e estrangeiros que é a prostituição. Um desses autores é Marcelino Freire na Literatura, e Paulo Caldas no Cinema. Em 2005, Marcelino lança “Contos Negreiros” um livro que descarrega em nossos olhos/ouvidos uma crítica do racismo, da exploração e da pobreza que ainda assola nosso país. Mas existem dois contos no livro que fogem à essa temática da crítica da pobreza e entra numa vertente diferente: a visão do estrangeiro (ainda) tem de nós. No conto “Yamami” um narratário instiga um narrador a contar a respeito das maravilhas que ele encontrou no Brasil, entretanto esse narrador relata que a única maravilha que conseguiu admirar foi o ventre de uma indiazinha que o “guiava” pelas belezas do país. O que fica nítido nesse conto é que a submissão em troca de “favores” percorre toda narrativa, confirmando ainda mais essa eterna condição de colonizados, principalmente em locais mais distantes da urbanização. No mesmo livro Freire discorre sobre dois alemães que vão à “guerra”, mas a guerra não é a tradicional, e sim eles irão “caçar” negrinhas no litoral brasileiro e levá-las à Europa. Fica claro nesses contos de Marcelino Freire que o olhar do europeu filtra o diferente de si, foge do trivial, mesmo que por atitudes ilícitas a busca do prazer se torna uma virtude (deles). Podemos fazer uma comparação intersemiótica com o tema de “Alemães vão à guerra” de Freire com “Deserto feliz” de Paulo Caldas. No filme uma menina de 14 anos se vê perdida numa cidade do interior de Pernambuco, cujo respeito e a moral dos pais estão fazendo com que ela queira esquecer aquele lugar e procurar uma vida mais “digna”, fora dali. Parte então para o Recife, apenas com sonhos e incertezas na bagagem e ao chegar dá de cara com uma realidade que não era a que esperava, via as mesmas cenas que a acompanhava no interior, sexo, malandragem, pessoas sem moral, porém, com uma “vantagem”: ali ela podia ganhar dinheiro com isso. Surge então um “salvador”, um alemão que depois de usá-la a leva para fora do país, ela não se acostuma com outra cultura e se vê perdida, não sabe fazer nada além de vender seu corpo. Tanto no livro como no filme, os autores tentaram passar que, infelizmente, no Brasil ainda existe certo determinismo com relação aos povos mais dependentes, seja economicamente ou culturalmente falando. A possibilidade de sair da situação que a pessoa se encontra parece impossível e a condição de submissão parece imprescindível. E isso pode ser estendido como metáfora na relação do Brasil com outros países, principalmente, no ramo cultural. Enfim, a cultura contemporânea mesmo com a crítica sendo pano de fundo de toda sua forma de expressão, ainda volta a velhos temas relatados no passado, porém a crítica feita nos dias de hoje não tem a cara de chapeuzinho disfarçado de lobo mau, não poupa ninguém, do mais ao menos necessitado, uma parcela de culpa fica a mostra na ponta do iceberg. A atual crítica a forma de os brasileiros enxergarem o mundo é às avessas, tem uma nova roupagem, seja por que meio artístico for, tem olhares voltados para as feridas, mesmo que as machuquem é preciso curá-las. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-8122123936615845314?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/8122123936615845314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/12/o-olhar-exotico-do-estrangeiro-sobre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/8122123936615845314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/8122123936615845314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/12/o-olhar-exotico-do-estrangeiro-sobre.html' title=''/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-6527150395622764134</id><published>2009-12-16T00:11:00.000-03:00</published><updated>2009-12-16T00:13:40.514-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos.'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Transparência Intransponível? &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Foi como?&lt;br /&gt;Eu pensava: &lt;br /&gt;Eu não sei por que saio na sexta-feira. Às vezes fico imaginando que pode ser pelas meninas. Adoro freqüentar lugares estranhos. Mas defina estranho? O lugar só se torna estranho para as pessoas que nunca vão a esses lugares, na segunda vez que aparecem por lá, já são conhecidos dos garçons, as mulheres os chamam por apelidos carinhosos do tipo: grandão, gatinho, delícia, e por aí vai. Penso também que pode ser para espairecer, sair daquele famigerado MSN, do Orkut, parar de escrever poesia no meu blog inútil-quase-nunca-visitado. É... Hoje em dia parece que quando compramos um byte, fazemos um site, e assinamos a velox, cada filigrama de você está sendo usado a serviço da solidão. E ainda dizem que a internet é feita para unir as pessoas. Balela. Acho que em cada pixel da porra daquela tela é uma alma que aquele nerd de tridente roubou de nós. Hoje é assim, cada vez mais as coisas estão diminuindo. Quem é que leva um micro-system para um acampamento? É isso mesmo, ninguém. Todo mundo fica enfiado naquela merda de MP- não-sei-das-quantas. Tudo ficando menor: as coisas, os sentimentos, as pessoas, as frases. Até as frases? Um casal namora assim atualmente, com duas palavras: Já é? Já é. Pronto: Inicia-se uma boda de ouro. É foda. Imagine os netos desse casal na noite de Natal perguntando a eles como eles se conheceram:&lt;br /&gt;-Vovô?&lt;br /&gt;-Diz aí brother.&lt;br /&gt;-Como foi que o senhor conheceu vovó?&lt;br /&gt;-Foi assim... Eu cheguei para ela, estava tocando Aviões do forró, e cheguei para ela e disse: Já é? Ela olhou para mim e disse: Já é. Foi amor à primeira vista.&lt;br /&gt;Patético. Eu sei que isso não é remorso, inveja, solidão, isso não é porra nenhuma, mas o que eu queria mesmo que acontecesse é que do nada... Assim... Na frente de uma banca de revista, alguém me notasse, e dissesse uma palavra que não escuto há muito tempo: oi. E acabasse de vez com essa minha transparência intransponível, para enfim dizer (e aí brother?) na noite de Natal para o meu neto. Mas do jeito que vai isso é só viagem de um cara só. E também eu não sei se daqui a alguns anos vai ter banca de revista, se vai ter menina (as meninas andam de mãos dadas nesses tempos) se vai ter neto. Enfim, vou arrumar um trabalho que é o melhor que eu faço. Era assim.&lt;br /&gt;-E aí como foi?&lt;br /&gt;Eu pensava:&lt;br /&gt;Não faço questão de ir à praia aos domingos, nem de ir tomar uma cerva com os amigos num sábado à noite, o que me importa mesmo é a sexta-feira. Sexta-feira é um dia massa. Massa não por causa das meninas, dos lugares estranhos que freqüento, mas por causa dele. Às vezes acho que estou delirando, desde a infância tenho minha sexualidade definida, e sem medo de nada batia no peito e dizia: Eu gosto de mulher. É... Gosto de mulher. E minha mãe ficaria desapontada se eu não cumprisse -à risca- a tradição familiar. Mas semana passada aquele esbarrão que dei nele virou minha cabeça. Foi de propósito eu sei. E se não fosse daquele jeito? Como seria? Ele não me nota. Sempre de cabeça baixa. Adoro esse jeito dele. Nunca gostei de caras com esse perfil. Magrinho, óculos de armação preta, cabelo lisinho. Não queria dizer, mas vou: Meio EMO. Achava os EMO’S a escória do mundo, depois do esbarrão mudou fácil minha opinião. Que coisa estranha, senti vontade de ter um homem em meus braços, em cima de mim, falando todas aquelas sandices que os atores pornôs falam no ouvido daquelas vagabas. Ele é lindo, porém inacessível tenho que tentar outra coisa. Quem sabe um oi? Que coisa estranha eu gostando de homem? Nunca senti isso, mas tenho que dar a cara à tapa. Sei não, mas quero. &lt;br /&gt;E depois:&lt;br /&gt;Agora deu: Sozinho, liso, desesperado e com outro não na minha coleção de nãos nas entrevistas profissionais. Não. Outro não, não. Pode colocar aí escritor, em caixa alta e em negrito NÃO. Só falta agora virar bicha... É fogo. Mas está todo mundo virando?  É foda. Que é isso, pensar em ser bicha já é viagem demais para uma só cabeça desesperada, e além do mais, seria uma decepção não manter – à risca- a tradição familiar: Gostar de mulher.  Sabe de uma coisa: Eu preciso de uma mulher... Daquelas... De filme pornô... Falando e sussurrando aquelas cachorradas que elas dizem na cara dos tarados atores. É... Eu preciso de uma mulher, nem que seja de papel. Hum... é foda, nessa idade? Pois é,quem não tem Luana Piovanni caça com Gretchen mesmo. Vou ali à banca.&lt;br /&gt;- Quem é Gretchen?&lt;br /&gt;Decidi: &lt;br /&gt;É hoje. Estou aqui nesse banco há um tempão e nada daquele gostosão passar. Tenho que saber se eu quero isso pra mim mesmo, se é bom, se vou achar estranho, se vou achar gostoso.&lt;br /&gt;Lá vem ele. É agora. Vou lá. Levantei. Fui de encontro a ele.&lt;br /&gt;-E depois?&lt;br /&gt;-Disse oi.&lt;br /&gt;-E ele?&lt;br /&gt;-Já é.&lt;br /&gt;-Foi assim mesmo vovó?&lt;br /&gt;-Foi brother.&lt;br /&gt;-Vamos cantar parabéns papai, afinal não é todo dia, principalmente nos dias de hoje, que alguém completa bodas de ouro.&lt;br /&gt;-Pois é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hangner Correia&lt;br /&gt;16/12/09&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-6527150395622764134?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/6527150395622764134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/12/transparencia-intransponivel-foi-como.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/6527150395622764134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/6527150395622764134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/12/transparencia-intransponivel-foi-como.html' title=''/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-8287193105021485694</id><published>2009-11-19T12:52:00.001-03:00</published><updated>2009-11-19T12:55:23.578-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Verbal&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; VEJO &lt;br /&gt;           PENSO&lt;br /&gt;                       SINTO&lt;br /&gt;                                  FALO&lt;br /&gt;                                                    ESCREVO... &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;                                                              ESCREVO...&lt;br /&gt;                                                                    MINTO.&lt;br /&gt; Hangner Correia&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-8287193105021485694?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/8287193105021485694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/11/verbal-vejo-penso-sinto-falo-escrevo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/8287193105021485694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/8287193105021485694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/11/verbal-vejo-penso-sinto-falo-escrevo.html' title=''/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-4671039273041605672</id><published>2009-11-15T21:33:00.000-03:00</published><updated>2009-11-15T21:35:37.835-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O ANTI-HEROÍSMO BRASILEIRO NOS “CONTOS NEGREIROS” DE MARCELINO FREIRE.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É incontestável que por ter como matéria-prima a linguagem, a Literatura pode ser considerada uma arte que engloba todos os ramos científicos, desde a Filosofia às conversas de botequim, da Grécia de Homero à Cidade de Deus de Paulo Lins, os escritores descarregam parágrafos, nos quais, na maioria das vezes se encontram um tipo de reflexão científica. Mas também é senso comum de que, dentre esses ramos científicos, o que mais anda de mãos dadas, porém, olhando para lados opostos com a Literatura é a História.&lt;br /&gt;Uma das premissas que podem confirmar essa nossa afirmação é a de que o escritor, vez por outra, poderá lançar seu olhar crítico paro o passado ou para o futuro, mas sempre condicionado aos seus pés, e também olhos, fincados no presente.&lt;br /&gt;O pensamento histórico tem contribuído para desmistificar, desmascarar e até mesmo transformar alguns elementos estéticos de um texto literário. O que antes era visto como uma forma popular de Literatura, em outra época, poderia ser considerada a mais alta expressão literária, cultuada pelas academias e pela classe dominante de uma sociedade. Dentre esses elementos estéticos que mudaram no decorrer da História está a figura do herói.&lt;br /&gt;O herói surgiu como estética na Literatura, ligada a certo período histórico, primeiramente na Grécia, com Homero. Tanto na Ilíada, quanto na Odisséia, a figura heróica surgiu como efeito moralizante nas obras desse escritor. Porém, “esse efeito de “ensinar” condições morais aos cidadãos da pólis grega não foi por mera “inspiração” poética. A “democracia” grega necessitava guiar seus habitantes a uma visão integradora do social, então era preciso idealizar um ser social perfeito, desprovido de defeitos, e se os tivesse seriam pelo menos aceitáveis socialmente. E a Literatura contribuiu, primeiramente pela modalidade oral, para que esse efeito se concretizasse perfeitamente.&lt;br /&gt;Para os gregos o herói é uma figura estereotipada que engloba em sua personalidade as características necessárias para a resolução de um problema de dimensões épicas. Além disso, os heróis eram vistos como semideuses, e ficariam na hierarquia mitológica grega em uma situação intermediária aos Deuses originais. Daí todo aquele efeito moralizante já mencionado nas obras de Homero. &lt;br /&gt;. Essa ideologia de herói grego ficou arraigado no imaginário e na moralidade popular durante muito tempo. Os feitos heróicos de coragem e de superação inspiraram modelos e exemplos em diversos povos, através de situações de guerra ou de competição construindo, desse modo,  novas figuras arquetípicas. Foi o caso de Joana d’Arc na França, que dominada pela Inglaterra se exigia naquela época um fato ou feito extraordinário para retomar um sentimento de liberdade perdido por aquele país.&lt;br /&gt;Com o passar do tempo as condições extraliterárias, como as guerras mundiais, a ascensão do capitalismo e da burguesia, as revoluções,o enfraquecimento do positivismo,entre outras, facilitaram para que os ecritores percebessem que a figura do herói não mais serviria como ideal para a condição humana nas sociedades futuras.&lt;br /&gt;James Joyce, escritor irlandês, pelo menos assumidamente, foi um dos primeiros escritores do século XX que arrancou a flecha do pé do calcanhar de Aquiles e cravou-lhe de vez no coração de Ulysses, apagando assim de vez o esteriótipo idealizado pelos gregos. Então, surge uma figura estética que entra em confronto com aquelas características heróicas gregas.&lt;br /&gt;Com elementos que giram em torno da malandragem, personalidade que cria uma empatia com o leitor, e sempre com a ideia de atingir seus objetivos, seja por que meio for, surge o anti-heroísmo na Literatura. O anti-herói protagoniza atitudes referentes ás do heroi clássico, mas esse tipo não possui vocação heróica e realiza as façanhas por motivos egoístas, de vaidade ou de  quaisquer gêneros que não sejam altruístas. Diferente do heroi,  o anti-heroi não possui apenas uma característica peculiar. Além dos que buscam sastifazer seus próprios interesses, há também os que sofrem desapontamentos em suas vidas, mas que persistem até alcançar o ato heróico. Outra peculiaridade do anti-heroi também fica marcada por aqueles que não tem o condicionamento físico e/ou intelectual o suficiente para conseguir o ato heróico, mas não percebe tal fato ou se preocupa com isso, caracterizando uma espécie de pretensão absoluta. &lt;br /&gt;As “Femme Fatales” que seduzem suas vítimas para alcançar seus objetivos, os justiceiros que usam a violência para fazer justiça, os mercenários que trabalham apenas por dinheiro são exemplos de anti-heroís e estão espalhados pela Literatura do século XX.&lt;br /&gt;O anti-heroísmo não surgiu apenas para entra em conflito com a estética heróica grega, além de representar um período histórico determinado,as características anti-heróicas, segundo Manuel da Costa Pinto&lt;br /&gt; A partir do século XIX, os ferozes e impetuosos heróis literários encontram nos anti-heróis seus principais opositores. Esses personagens mostram o caráter profundamente imoral ou amoral, nocivo e dogmático do herói.  A crescente problematização da realidade humana indica que os heróis são cada vez mais suscetíveis às falhas e derrotas. Nesse ponto, entra o questionamento dos personagens anti-heróis: revelar a virilidade e a imoralidade dos heróis. (Pinto, 2004, p.34)&lt;br /&gt;Com uma reflexão sobre a identidade e até certo ponto da idoneidade da figura heróica, a cultura contemporânea inicia uma modificação semântica da personagem anti-heróica: não servir apenas de oposição ao herói, e sim, mostrar suas fraquezas, e perceber que até figuras estereotipadas como os eles são suscetíveis a falhas, e a partir dessas afirmações deduzir que a intenção heróica está mais próximas de nós do que imaginávamos. Enfim, a personagem anti-heróica veio, na Literatura, nos mostrar que qualquer pessoa seja com a cultura ou identidade que for pode alcançar uma personalidade heróica, ou seja, hoje a Literatura contemporânea torna personagens aparentemente comuns em verdadeiros heróis.&lt;br /&gt;No Brasil, como não deu tempo de construir heróis, essa característica anti-heróica de transformar pessoas comuns em estereótipos de heróis se tornou mais comum a partir da década de 1990. Escritores como Raimundo Carreiro, Paulo Lins, e cineastas como Fernando Meirelles e Lírio Ferreira transformaram nossas “mazelas” sociais em elementos estéticos anti-heróicos. Embora na virada do século esse olhar ainda continue, o que nos chama mais atenção atualmente é o olhar “transverso” que os escritores da contemporaneidade disparam para a sociedade brasileira. No que seria uma crítica social elementar, isto é, a parte oprimida é sempre relatada como sofrida, desfavorecida de bens, negligenciada por uma classe dominante que não se cansa de ter poder, os escritores atuais, descarregam uma crítica social em que o oprimido também é criticado, não da mesma forma que o opressor, e sim, com uma espécie de conformismo pela situação em que se encontra. E o escritor brasileiro está usando essa estética na maioria das produções literárias da contemporaneidade.  As personagens contemporâneas são carregadas de um conformismo brasileiro, um anti-heroísmo brasileiro.&lt;br /&gt;Um desses escritores contemporâneos que faz essa “crítica às avessas” à sociedade brasileira é Marcelino Freire. Segundo ele mesmo o livro “Contos Negreiros” é baseado em escritores como Castro Alves e Cruz e Sousa cuja crítica social em relação aos negros é evidente. Em contrapartida, Freire usa a linguagem das ruas como a linguagem swingada de Manuel Bandeira, só que com alguns bytes a mais.&lt;br /&gt;Crítico social sem ser dedo-duro, o escritor pernambucano nos mostra que para ser herói não precisa ser forte, não precisa ser branco, não precisa ser, e sim é preciso ter, não importa o que seja, mas para vencer na vida o homem necessariamente tem que possuir o exótico, não na acepção da palavra hoje, mas na essência dela, ou seja, o que está por fora do olho, o que está por fora do outro, como acontece com o rapaz do conto “Esquece” que queria ter um rolex de ouro e um carro importado mesmo conseguindo isso por atos ilícitos, mas na visão dele, ou deles, atos moralmente aceitáveis por estar tirando de quem têm, portanto, as personagens de “Os contos Negreiros” não são anti-heróis clássicos, mas acima de tudo anti-heróis brasileiros.&lt;br /&gt;Outra característica anti-heróica do livro é que as personagens, mesmo tendo nome, podem ser qualquer um de nós, com fraquezas, vícios, virtudes, amores, etc. Isso fica evidente quando Marcelino nomeia os seus contos de cantos. O campo semântico da palavra pode ser analisado de duas formas: como o livro é uma crítica social ao racismo e a pobreza, o escritor dá vozes aos protestos das personagens, que geralmente, permanecem caladas na superfície da sociedade, e a segunda possibilidade é que canto pode representar qualquer lugar, qualquer pessoa, qualquer canto, indiferente de classe social, aquilo que se canta no conto está diante de nossos olhos, mesmo que por baixo exista um véu de indiferença ou de fingimento.&lt;br /&gt;Mesmo o próprio autor afirmando que é um livro sobre racismo, ele dá a voz para outros anti-heróis brasileiros falarem nos cantos, como os homossexuais, os pobres, e os índios. Uma visão importante e inovadora é que Marcelino analisa o olhar estrangeiro sobre as mulheres do Brasil, como é no caso dos cantos “Alemães vão à guerra”, no caso a guerra são os quadris das negras brasileiras, e no canto “Yamami”, no qual o narrador é um estrangeiro que para outros pontos turísticos do Brasil não tinha olhares de turista, mas para indiazinha que o guiava pela Amazônia com a ajuda do seu ventre, o estrangeiro era só elogio.&lt;br /&gt;Dentre algumas características anti-heróicas brasileiras presentes em “Contos Negreiros” estão o conformismo com a situação em que a personagem se encontra e o embranquecimento do negro. Além de outros contos essas características anti-heróicas estão presentes em especial em três contos: “Totonha”, “Solar dos príncipes” e “Meu negro de estimação”.&lt;br /&gt;Em “Totonha” o conformismo anti-heróico aparece quando a personagem principal, uma senhora sem nenhuma escolaridade, bate de frente com uma professora que insiste em lhe apresentar a importância da educação, e com uma simplicidade conformada rebate o desejo da mulher, que insistia em fazê-la ler e escrever. E com uma dose de Determinismo  esse desejo de não querer se livrar da pobreza e da ignorância fica evidente logo no início do conto. &lt;br /&gt;“Capim sabe ler? Escrever? Já viu cachorro letrado, científico? Já viu juízo de valor? Em quê? Não quero aprender, dispenso. Deixa pra gente que é moço. Gente com vontade de doutorar. De falar bonito. De salvar vida de pobre. O pobre só precisa ser pobre. (Freire, 2005.p.79)&lt;br /&gt;Já em “Solar dos Príncipes” e “Meu negro de estimação” o que predomina é o embranquecimento do negro. No primeiro, cineastas da favela próxima ao prédio, munidos de câmeras, microfones e outros equipamentos de filmagem, tentam fazer um documentário sobre a vida da classe média. Entretanto, o que poderia ser fácil, pois o porteiro é um negro, se torna uma confusão devido ao equívoco do porteiro em pensar que os negros cineastas da favela iriam roubar o patrimônio dos brancos.&lt;br /&gt;O que se pode deduzir nesse conto é uma dialética entre “iguais”, mas que por estar num status diferente dos meninos, o porteiro se julga superior aos cineastas. E o racismo se torna às avessas, um preconceito de negro com negro, além de permanecer estereótipos já disseminados na cultura brasileira, tais como: o negro é ladrão, anda armado, favelado é traficante e etc. Como por exemplo: “... Filmando? Ladrão é assim quando quer seqüestrar. Acompanha o dia-dia, costumes, a que horas a vítima sai pra trabalhar... e em outro trecho: “... Viemos gravar um longa-metragem. Metra o quê? Metralhadora, cano longo, granada, os negros armados até os dentes...&lt;br /&gt;“Esse embranquecimento também aparece em “Meu negro de estimação” um homossexual   “resgata” um negro da favela e o torna uma pessoa especial , morador de um bairro nobre da cidade de São Paulo.” O conto se traduz também uma espécie de coisificação do ser humano, pois o homem tem o outro como coisa, como objeto.&lt;br /&gt;Enfim, Marcelino Freire em “Contos Negreiros” nos mostra que temos que perder o medo em pensar pelo avesso, diferente do convencional, porém o livro também nos deixa uma mensagem muito clara de que nossa indiferença com nós mesmo ainda continua, e parece que por bastante tempo ainda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-4671039273041605672?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/4671039273041605672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/11/o-anti-heroismo-brasileiro-nos-contos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/4671039273041605672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/4671039273041605672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/11/o-anti-heroismo-brasileiro-nos-contos.html' title=''/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-4521918681362355771</id><published>2009-10-15T23:31:00.001-03:00</published><updated>2009-10-15T23:35:02.880-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos.'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O velho? O novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Silêncio. Mais uma vez esse companheiro incômodo de todas as horas o ajuda a progredir (regredir?) de um pensamento para o outro, mas sem paradas para cafezinhos. Barulho? Apenas o eterno dialogar cotidiano entre cães e galos rompe sua atenção fixa no telhado. Vez por outra ele ouve o friccionar dos dedos em sua barba, e o ziguezaguear de Kurt (o gato) por entre suas pernas (inertes). Ele era assim, disperso, tonto. Não conseguia terminar uma frase sem ninguém lhe dizer o final. Esse é seu mundo, só pensamento, Errado? Esses pensamentos ainda lhe dariam frutos.&lt;br /&gt;Diferentes dos outros moleques de sua idade que apostavam quantas bocas beijam numa noite, indiferente de que sexo for, e procuram na internet o novo sucesso dos “Aventureiros do calypso”. Ele tinha um projeto simples. Simples? Ser homem. Já imaginava seu apartamento quitado em trinta anos, seu carro semi-novo de dez anos atrás, sua esposa e filhos alegres vendo chegar o fim do mês, para no final das contas, os esporros, as dores de cabeça e as desavenças profissionais serem distribuídas em garças, onças, carpas e araras sem sobrar nem um beija-flor pra ele. Futuro? Enfim, o senhor classe-média. &lt;br /&gt;Amigos? Tinha, porém ficaria perfeito singularizando o início do parágrafo. Amigo? Isso, apenas um. No entanto, pra ele era o melhor, o perfeito. Morava com ele, todas as noites sentado da mesma forma todas as horas, o Idiota na mão cruzado entre os braços, bermuda sem camisa, chinelos ou pantufas? &lt;br /&gt;Era igual a ele. Argumentava com as sobrancelhas, não precisavam explicar nada um pro outro, que se entendiam (Se entediam? ) Reflexo?  Projeto? Silêncio.&lt;br /&gt;O lugar não tinha um cheiro só, variava. Pra cada canto que se apontava o nariz sentíamos fragrâncias distintas. De um lado peixe cru, do outro ervas medicinais, castanhas do Pará mescladas com cerveja quente, sem contar o suor misturado dos nativos culturais famintos e dos gringos ingênuos conhecedores de coisa nenhuma, cheiro de mercado de São José.&lt;br /&gt;Ao fundo, seis ou oito olhos sobrepostos, admirados, vendo ouvindo ele contar sua paixão: a leitura. &lt;br /&gt;- Foi assim que me vi feliz, lendo. Mas não pensem que a felicidade tá ali naquele carrão lá fora, naquela menininha que vocês namoram ou no dinheiro, e sim, está na sua verdadeira vontade de se apaixonar por alguma coisa, e fazer dessa “coisa” sua vida, contribuir em algo. Está aí a essência de ser feliz.&lt;br /&gt;- É moço, mas com dinheiro a gente pode ser infeliz em Paris, Nova Iorque...&lt;br /&gt;- Oxe tio, e tu não é rico não. Tu é só feliz lendo é?&lt;br /&gt;- Não, não. Respondeu ele depois de uma longa gargalhada. Mas eu tenho um imenso prazer em descobrir as coisas e descubro nos livros. O livro na verdade não serve pra nada... Fechado. Ele fechado só serve de enfeite nas estantes. Vou contar um segredo pra vocês: muitos professores da faculdade nem lêem aqueles livros todos é só pra “rebolar”. Continuando... Esbraveja ele em tom doutoral. O livro só tem vida quando você o abre e dá vida àquela história...&lt;br /&gt;Vez por outra, ele fazia isso: sentava no meio de uma praça ou mercado e falava de Literatura com os moleques, muitos não entendiam nada, porém alguns até escreviam seus primeiros poemas, eles escreverem para ele já era o ápice. E dizia que só fazia isso pra distrair. Sentia-se feliz assim, distribuindo um pouco de paixão pros outros. Felicidade. Às vezes se perguntava em que beco da adolescência ainda não tinha descoberto isso, que pra ser feliz só basta uma coisa: fazer o que gosta.&lt;br /&gt;Amigos? Muitos. Ficam maravilhados em vê-lo falar. Hoje em dia nem sombra daquele fantasma que via todos os dias na sua casa: Lento, silencioso, disforme pensativo, não se apercebeu que perdia tanto tempo. Pensando. Ver seus filhos brincando sob suas pernas (agitadas) era ver a contemplação da alegria personificada em anjos. E se cambaleasse um pensamento negativo, poderia olhar pro lado e ver sua esposa lá, parceira, amável. Irmã. Mas algo ainda o agoniava.&lt;br /&gt;Não sabe bem porque, mas se viu caminhando pela praia. Era o único esforço físico que fazia vez por outra. Vendo um quebra-mar: sentava, pensava. E parece que seu projeto estava cada vez mais longe. Olhar cansado pro mar, sempre olhando pra frente (ou pra cima) nunca pra trás. Olhou pra trás, e o crepúsculo atitudinal aconteceu. Viu um velho/moço contemplando-o. Não conseguiu mais pensar em mais nada. Era ele. Eu?&lt;br /&gt;Por que perdi tanto tempo? Não quero que aconteça isso com os outros. Tenho que falar com ele. Comigo?&lt;br /&gt;Não sabe bem porque se viu caminhando pela praia. Sempre fazia isso pelas manhãs. Porém à tarde, nunca. Vendo um quebra-mar: nem parava. Parou. E percebia que realizou seu projeto. Olhar sereno pro mar. Sempre olhava pra frente... Então, o crepúsculo reflexivo aconteceu, viu um moço/velho contemplando-o. Não conseguiu dizer mais nada era eu. Ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hangner Correia&lt;br /&gt;15/09/2009.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-4521918681362355771?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/4521918681362355771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/10/o-velho-o-novo-silencio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/4521918681362355771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/4521918681362355771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/10/o-velho-o-novo-silencio.html' title=''/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-2295249610485003382</id><published>2009-09-19T19:33:00.002-03:00</published><updated>2009-09-19T19:40:47.079-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;"&gt;“Um eterno não –ser” ?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Distraído, passando por entre canais de televisão, cheio de textos universitários no colo, cá estou eu numa sexta-feira à noite. Quase destruindo o “scroll” do controle remoto, eis que alguma coisa me chamou a atenção. Era uma propaganda de um canal de televisão que ninguém assiste, a não ser quando passa naquele canal que tem um número de azar na configuração. A propaganda terminava com uma frase que a principio nada instigaria, mas por fim terminou sendo pano-de-fundo para esse texto, a frase era a seguinte: “Não são as respostas que movem o mundo, e sim, as perguntas. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eliminada a distração, fui ao meu caldeirão de interrogações e – assim como tem sido ultimamente- puxei logo para “minha sardinha literária” alguns desses moinhos de vento que movem a orbe. Uma dessas perguntas foi: De que se fala a Literatura contemporânea? Pergunta essa vista em um site de grande circulação na “net”. E a segunda, que pode se desconecta em duas, seria: A sociedade merece a arte que tem, ou a arte é que merece esta sociedade?&lt;br /&gt;Steven Connor em seu livro “Cultura Pós-moderna” diz que o principal alvo filosófico da atualidade é a crítica. E continua afirmando que todos nós diante de alguma manifestação artística, esquecemos como foi nossa recepção ante esta arte e na sequência engatilhamos nossas armas, e descarregamos nossas visões estéticas, sociológicas, políticas e até antropológicas, nessa prosa ou poema, ou seja, atualmente a crítica está acima de nossa percepção estética.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitos críticos da atualidade descarregam seu arsenal na cultura contemporânea dizendo que é uma arte artificial, sem regras, desvinculado da forma e que na verdade essa arte não tem a expressividade que possuía em outras épocas. Para a crítica a cultura contemporânea é um eterno não–ser . Ora, compartilho da opinião que a arte é reflexo da sociedade que a possui, é incontestável que a história tem provado isto. Peça a Zola para fazer um livro cujo conflito entre Homem e o Divino seja pano-de-fundo, no mínimo, ele soltaria os verdes vermezinhos que ele tinha no laboratório/escritório do Positivismo dessecando teu braço até sua morte. Sugira a Homero que troque seu herói Ulisses pelo anti-quase-herói Macunaíma, e daí analise como ficaria a sociedade grega. Não podemos exigir forma em uma sociedade totalmente disforme como a nossa, na qual, idosos tiram fotos de crianças recém-nascidas seminuas e espalham pela internet, sem nenhum propósito angelical, onde as estruturas familiares estão desconjuntadas/mudadas, nas quais, a mãe é que é a provedora da família (e às vezes os filhos).  Como exigir que não sejamos artificiais se hoje em dia o programa mais assistido é um bando de modelos apolíneos passando fome em uma floresta, e que o papo principal dos adolescentes (do Coque ou de Casa Forte) é a nova música de quaisquer Aventureiros do forró. Enfim, as manifestações literárias atuais estão fazendo o que sempre fizeram, refletindo o pensamento da sociedade vigente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pronto: A pessoa que lê esses parágrafos pode pensar que este que vos digita acha tudo que está acontecendo por aí pode ser considerado literário? Minha resposta pode ser sim e não. Minha resposta positiva se baseia em dois pensadores importantes, o primeiro Antônio Cândido, que considera os textos do tempo colonial brasileiro não uma literatura propriamente dita, e sim, manifestações literárias.  E o segundo é Nietzsche que afirma que o tempo e a história são cíclicos. Penso na teoria do Crítico literário porque atualmente o valor da literatura está muito ligada à performance, ou seja, artistas pulam do 4º andar de um prédio para expressar seu lado poético, fecham cruzamentos de cidades movimentadíssimas para no final falarem “ ...ser ou não ser, eis a questão...” O que pode estar acontecendo hoje pode ser essas manifestações que fala Antônio Cândido e não propriamente literatura. Por isso o filósofo me veio à cabeça.  Como nada (pra ele) é linear essas tais manifestações podem estar acontecendo novamente no Brasil atual da mesma forma que acontecera outrora. Entretanto, não só de espetáculo carnavalesco-literário vivemos hoje, existem escritores que ainda preservam a essência da literatura: Não revelar, sugerir, procurar a palavra certa para a imagem sentida. Mas a crítica com seu olhar lobo mal disfarçado de chapeuzinho, não sei se por preguiça ou oportunismo, ainda não soube enxergar e entender essa nova estética.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com a velocidade da tecnologia da informação, a arte também não ficou de fora desse banquete e a “blogueteratura” está aí. Muita gente que escrevia e encontrava a barreira burocrática editorial pela frente hoje tem a facilidade de ser lido na Rússia, no Rajastão, nos Estados Unidos ou em Ouricuri.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isso é bom? Não sei, mas a crítica tem que analisar essa atual conjuntura com cuidado, e não fechar os olhos e desprezar o que está sendo escrito hoje, quem sabe se no meio desse desprezo não surge um Manuel Bandeira, um Graciliano, ou até um imortal, mesmo depois de morto, como Machado de Assis, só que com alguns megabytes a mais.&lt;br /&gt;Bem ou mal “isso” é o que estamos escrevendo hoje, mostrando toda nossa deformidade e refletindo (bem ou mal) nossa visão de mundo e pensamento em relação à condição humana. Nós críticos, temos que tirar mais uma vez o véu da tradição e tentar entender a cultura contemporânea. E se ela é um eterno não-ser, só o tempo dirá a resposta, aliás, não são as perguntas que movem o mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-2295249610485003382?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/2295249610485003382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/09/um-eterno-nao-ser-distraido-passando.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/2295249610485003382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/2295249610485003382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/09/um-eterno-nao-ser-distraido-passando.html' title=''/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-3845966323006586446</id><published>2009-07-01T11:58:00.000-03:00</published><updated>2009-07-01T12:06:42.216-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenhas'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Crítica social em “A Relíquia” de Eça de Queirós.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Dizem&lt;/span&gt; os filósofos modernos que para um homem ter a felicidade plena é preciso ele conciliar harmonicamente três itens: o sexo, o dinheiro e ter uma religião, ou seja, esse homem não poderá nem se exceder demais com o amor se não influencia no dinheiro, não pode se exceder demais com a religião se não poderá influenciar no amor, e assim por diante. Mas quando essa harmonia se quebra, ou então se desvincula para um dos itens citados, o que o homem faz? Ou então esse homem usa um desses &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;fatores&lt;/span&gt; para conseguir o outro? Esse desencontro entre esses temas tem sido muito explorado pela Literatura. Dentro dessa vertente cultural existe uma escola estética que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;dedurava&lt;/span&gt; e dissecava as fraquezas humanas de forma mais evidente, que foi o Realismo.&lt;br /&gt;O escritor português, Eça de Queirós, é incontestavelmente um desses dissecadores da sociedade em que vivia, no século XIX. Em meados de 1887, segundo os historiadores da obra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;queirosiana&lt;/span&gt;, foi lançado o livro “A Relíquia”, cronologicamente marcado na segunda fase da obra do autor, na qual, foram publicadas as obras consideradas mais críticas e que tinham se encaixado perfeitamente nas estéticas realistas:” O crime do padre Amaro”,” O primo Basílio” e o aclamado” Os Maias”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;projeto&lt;/span&gt; literário de Eça, fortemente influenciado por Balzac, visava “alfinetar” cada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;setor&lt;/span&gt; da sociedade portuguesa em cada livro que o autor escrevesse, desse modo, em “Os Maias, a família burguesa de Lisboa é fortemente criticada por Eça de Queirós, mostrando os seus vícios, suas fraquezas, suas comodidades de viver só por um nome. Em o “Primo Basílio” a traição e o amor são pano de fundo para a crítica sagaz de Eça. Já no “Crime do padre Amaro” a religião é esse pano de fundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A pessoa que lê “A Relíquia” responde a pergunta que fizemos anteriormente, o que acontece com o homem que o usa o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;fator&lt;/span&gt; religião para tentar conseguir o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;fator&lt;/span&gt; dinheiro? No livro, Eça de Queirós faz uma crítica a fé cristã através de uma personagem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;picaresco&lt;/span&gt;, o Teodorico Raposo, que faz uma viagem à Jerusalém e ao retornar pensa que traz consigo “ relíquias” para manipular a fé de sua tia, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Titi&lt;/span&gt;, e com isso herdar todo o dinheiro da velha. Durante todo o livro a tia pensa que o sobrinho está mesmo devoto, mas quando abre a relíquia, que para ele seria os espinhos postos em Jesus na hora da crucificação, na realidade era uma roupa de dormir de uma de suas amantes do Oriente Médio. E com isso o canastrão perde a herança.&lt;br /&gt;A análise critica &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;queirosiana&lt;/span&gt; gira em torno de três palavras: descrença, reflexão e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;atualidade&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando falo em descrença é que o autor português critica a ingenuidade que o personagem principal, O Raposo, lida com o amor, que a primeira leitura ( e olhando com olhos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;atuais&lt;/span&gt;) pode parecer paradoxal, como um homem tão entregue e experiente na profanidade pode ser tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;ingênuo&lt;/span&gt; que as mulheres que se aventuravam em seu leito, seriam o eterno amor de sua vida. Esse ponto é uma das principais características realistas e que Eça soube dominar bem na Relíquia, a volta da humanização da mulher, que diferente da escola literária que antecedeu o realismo, analisava a mulher como quase divina e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;inalcançável&lt;/span&gt;. Ainda sobre o ponto de vista da descrença, a crítica de Eça é descrente com a própria forma de ter fé do povo português (e, por conseguinte o mundo ocidental) que pensa que através de símbolos e imagens irão chegar perto do sagrado. “A Relíquia gira em torno desses símbolos, a coroa de espinhos, a água do Rio Jordão, os pregos que crucificaram Jesus, entre outros. Portanto, com bons olhos críticos Eça de Queirós é descrente tanto com o amor quanto o modo de ter fé do povo português.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Falo em reflexão porque por intermédio de caracteres históricos, filosóficos e científicos, o autor analisa a condição de se acreditar nas duas principais formas de conhecimento: a ciência e a religião, que embora possam parecer tão distantes Eça de Queirós em “A Relíquia” deixa parecer tão iguais, ou seja, profundamente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;falaciosas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A reflexão critica sobre a ciência fica evidente no pesquisador alemão, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Topsius&lt;/span&gt;, que às vezes pode parecer doutoral, mas ao mesmo tempo engana, incentivando o Teodorico a enganar a tia.  Além de dar informações erradas sobre personagens e divinizando outros que não tiveram papel relevante na história cristã. E através do sonho de Teodorico que a critica reflexiva de Eça cai em cima do cristianismo, em duas partes em especial, no julgamento de Jesus, no qual, o autor português analisa que foi um acontecimento mais político do que religioso, e quando Raposo conversa com patriarcas judeus. Nessa passagem Eça compara o modo como o judaísmo enxerga o Jesus de Nazaré, e a forma como os cristãos o divinizam, para esses ele é o filho de Deus e para os outros ele é apenas mais um dos profetas que se espalhavam na Jerusalém daquela época.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Falo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;atualidade&lt;/span&gt; porque mesmo o autor falando da sociedade do século XIX, o enredo parece estar falando de nós. Quem nunca encontrou essas “relíquias” nas igrejas, nas ruas, no comércio informal, nas lojas de discos, enfim me parece que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;picaresco&lt;/span&gt; Teodorico Raposo permanece flutuando por entre os modernos, enfiados em gravatas e carros de luxo, circulando pelas cidades, comercializando a fé de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Titis&lt;/span&gt; de vários sotaques espalhados pelo mundo. Entretanto, para afirmar esse último comentário temos que redefinir o conceito de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;picaresco&lt;/span&gt;, porque o autêntico &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;picaresco&lt;/span&gt; sempre se dá mal no final da história, e os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;atuais&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Teodoricos&lt;/span&gt; nem sempre, ou quase nunca, seguem essa risca. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-3845966323006586446?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/3845966323006586446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/07/critica-social-em-reliquia-de-eca-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/3845966323006586446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/3845966323006586446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/07/critica-social-em-reliquia-de-eca-de.html' title=''/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-7254309525680297060</id><published>2009-06-05T23:28:00.000-03:00</published><updated>2009-06-05T23:35:23.137-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos.'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O véu&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Gosto de vir aqui. Sinto-me bem em sentir e ver as coisas assim pelo outro lado, por causa das misturas das cores, sabe? E de sua Geometria. Não que eu tenha pouca coisa para fazer, pelo contrário. A cada mudança de olhar percebo que o tom opaco e dissimulado dessas luzes que brilham meio apagadas está assim por minha culpa, não sei se por displicência minha ou se é vingança, por elas nunca saberem me administrar perfeitamente. Tolas. Ou sou eu?&lt;br /&gt;Desde a última vez que levantei o véu para ver essas famigeradas luzes, estou sentado nesse banco, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;refletindo&lt;/span&gt;. Pelo menos no nosso lado, isso se chamava banco sei lá. Espera um pouco. Isso é banco? Pergunto a uma luz negra que sorria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;amarelamente&lt;/span&gt; para mim, e se movimentando em semicírculos. É senhor, é sim um banco. Acho que ela te reconheceu. Justo, quando elas me conhecem ficam assim surpresas. E isso é uma das coisas que não consigo entender. Eles nos vêem perfeitamente, mas a imagem que temos delas não é tão uniforme não é? Há séculos que isso não mudava. De certo essas infames estão se apagando com mais facilidade, e é evidente o motivo. Também concordo. Vês... lá vem elas! Elas quem? As que estou observando desde que você chegou aqui. Hum... estranhas não? As mais estranhas e interessantes que vi chegar. Ah! Mas não reclames, pois quando tu chegaste aqui tu eras semelhante a elas, opaco, confuso, atordoado, mais constrangido do que tudo no mundo. Só há alguns minutos que levantaste o véu e já queres se sentir diferente tu tens muito que aprender ainda não tu conheces nada aqui. Minutos? Para mim parece uma eternidade. Essa presunção dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;recém&lt;/span&gt;-chegados é um pouco difícil de tirar mesmo. Sossega. Desculpa.&lt;br /&gt;Vê lá... São três, belas... Contudo sua pequenez é tão imensa que não conseguem perceber que na verdade são uma só. Uma influi no brilho da outra, estão interligadas, por um fio condutor violento, porém &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;prazeroso&lt;/span&gt;, místico, desafiador, e que falo por toda a experiência desses cabelos brancos, só perceberam a diferença depois que levantarem o véu. Sim... Agora eu percebo, estou vendo o fio condutor, é lindo mesmo. Me dá saudade lembrar que já tive um. Pois é. É impressionante mesmo, como é belo, um azul cintilante que transborda os limites da perfeição, entretanto, nessa alternância de luminosidade também vejo cenas disformes, lágrimas, e o desrespeito para com o senhor.&lt;br /&gt;Veja a luz clara. A primeira vez que bati meus olhos nela gostei da sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;empolgação&lt;/span&gt;, seu sorriso era azul, os olhos carregados de luminosidade e gana. Inocência. Ela não via nada à sua frente apenas a vontade de se tornar grande, conseguir que notem sua beleza e juventude. Tenho que confessar que é dessa que mais gosto. Esse período da luz é que nos faz continuar a viver, levantar o véu quantas vezes for possível, e com isso não se arrepender nunca sabendo que vai ver um sorriso desses sempre. Não só eu a admiro. Dentro dela mesma tem outra admiradora. Quem? Ora, não percebes? A luz quase apagada. Vê o olhar de admiração e nostalgia para a luz mais clara, não estás vendo? Essa nostalgia é porque ela já foi assim e sente saudade do tempo em que brilhava mais, mas agora é tarde. O desejo dela é voltar a ser a luz mais clara. Se pudesse nunca se deixaria cometer os mesmos erros de quando foi essa aqui. Essa qual? Nossa! Como você está displicente hoje não? Essa aqui, a luz que brilha.&lt;br /&gt;A mais feia de todas, renega tanto a mais clara quanto a mais apagada. Presunção em forma de luz. Acha que seu grau de perfeição e maturidade chegou ao extremo. Ledo engano. Nessa fase é que acontecem as piores besteiras. Essa é que pode destruir a qualquer momento o fio condutor. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Faz&lt;/span&gt; com que levantem o véu antes do tempo sabe?&lt;br /&gt;Do mesmo jeito que você a admira, a luz mais clara também gosta muito do senhor dá para ver no seu semblante. E La me tem por completo, me usa como se eu fosse o único brinquedo que ela tem. E eu gosto disso. Me faz sentir linear e não cíclico entende? Sua sagacidade me fascina, embora saiba que ela vai me deixar, e não vai perceber isso. Todas são assim, inclusive você. Sério? Eu também lhe abandonei? Não tinha percebido. Repito: como todas. Quando ela mudou de clara para piscando sabe o que ela me disse? Não. Fale.&lt;br /&gt;- Não vou me esforçar tanto. Pra quê? Eu tenho o senhor à hora que eu quiser. Quando elas começam a piscar o primeiro sentimento que aparece é o deboche. A luz apagada também concorda com o senhor. E com toda sua franqueza de luz forte me disse: Não ligue, ela vai perceber isso, quando acordar as lembranças que terá do senhor serão mínimas, e só se arrependerá quando levantar o véu.&lt;br /&gt;Posso dar um palpite? Claro. Fale. Ligue o fio condutor de volta? O senhor pode fazer isso? Claro que sim, mas ela vai cometer os mesmos erros de sempre e eu já estou cansado disso. Mas dê uma chance. É que ela aprenderá alguma coisa diferente. Tá bom, vê só como é bonito elas se separando e ligando o fio condutor...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-7254309525680297060?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/7254309525680297060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/06/o-veu-gosto-de-vir-aqui.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/7254309525680297060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/7254309525680297060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/06/o-veu-gosto-de-vir-aqui.html' title=''/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-8985570492698668465</id><published>2009-06-02T21:59:00.001-03:00</published><updated>2009-06-02T22:22:10.016-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Pater&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Gosto quando foges, assim...sem me avisar &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Os lobos engravatados pelas esquinas é que me avisam aos berros&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Que te preciso, que estás comigo, mas como te ver?&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Não te mostras se escondes &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Faz&lt;/span&gt; tempo que ages desse jeito&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;até te vi uma vez &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;palitó&lt;/span&gt; de linho, cigarro na boca &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;chápéu&lt;/span&gt; de malandro, mesa de bilhar &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Rindo meu choro, corando minha tristeza &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Bufão. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Quero que tires o véu, juro, mas não agora &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu velho, não doente, são &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Pra bater um papo daqueles entender teu desleixe &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Como não vês? olha ao redor...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Barro destruindo barro pela pólvora &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Anjos dionisíacos com cifrões nos olhos &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;procurando libido &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;nos outros &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Mas eu sou assim mesmo, relaxa, eu te entendo &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;deve ser muito ruim ser único &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eterno, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;efêmero&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;No fundo tu querias ser eu &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;mortal, fraco, apaixonado &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;menino &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Não, não.. Não te aflijas &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Sei que não gostas de minha desconfiança &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E irado confundirás minha sorte &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;dessa maneira vou de barro ao cimento, imóvel &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Mas tire o disforme da nossa imagem no espelho &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E mostra como tu és &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Se é &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;que&lt;/span&gt; essa não é tu face verdadeira &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Ainda bem. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-8985570492698668465?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/8985570492698668465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/06/pater-gosto-quando-foges-assim.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/8985570492698668465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/8985570492698668465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/06/pater-gosto-quando-foges-assim.html' title=''/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-1675421395197519289</id><published>2009-06-01T11:15:00.002-03:00</published><updated>2009-09-19T23:49:57.577-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos.'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;O Eterno casulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O que pode parecer verdadeiro no cair de uma lágrima desmancha-se nas maiores das falácias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Mas eu gostei., gostei muito em ouvir aquelas lágrimas...o sussurro... a frase. Sabe aqueles momentos que você sente o coração transpirar? Não? Que pena. Eu senti isso ontem. Mas também eu já desconfiara que iria passar por isso, principalmente depois de tanta humilhação.&lt;br /&gt;E ela sabe que eu precisava ouvir aquilo. Que bom que ela falou três vezes, três vezes cara, você já ouviu isso de alguém três vezes... seguidas, e num choro, tão delirante que dava para sentir o arrependimento cravar-lhe o peito. E ainda terminou a frase com a palavra " muito". Mesmo não sabendo ao certo o que esse " muito" significa. Antigamente eu que falava assim, chorando. Parecia brincadeira de menino ( começava animado e terminava sem graça ) . É irmão. é a convivência que faz isso, desmancha todos os prazeres da vida. A expressão mais singela de afeto se torna tão fácil de esvaziar-se quando pronunciada, assim.... fito o vento, que passa por nós a todo momento ( ou quase ). Mesmo sendo necessário. É... mas parece que quando fica mais forte ao invés de ser bom... Sufoca, entende?. Hum... sei.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Isso não é alegria nem remorso, nem tão pouco tristeza, isso é dúvida, dificuldade imensa de tomar decisões. Que bom que tu me conheces e sabes o que eu passei ( e passo ). Não minta pra mim, no momento da ligação, você queria estar lá...naquele sofá...onde antigamente vocês se deitavam. Não me venha com essa de que está feliz aqui, nessa casa, e que ficaste feliz com o choro dela. Você fica muito mais triste quando entra ali ó!!! Naquela porta de decisões erradas... no esconderijo do conformismo...nessa resignada forma de vida.&lt;br /&gt;Beto e Pedro Henrique conversavam em um muro, meio chapiscado meio rebocado , na frente da casa de minha irmã. Quando eles conversavam, senti que estavam falando de mim, parecia tão familiar as aquelas palavras. As palavras de Beto entravam na consciência como se fosse um uivo me dizendo: Vai Teta, toma a decisão certa , sai do comodismo, não fique resignada com essa situação. Se entregue a essa vontade louca de se jogar no proibido, mesmo que seja para se arrepender depois...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Então, com esse sopro de encorajamento e surpresa que foram as palavras daquele homem, tão dedicado à família, um homem a cima de qualquer suspeita, entregue a moral e os bons costumes e que Teta nunca desconfiara antes, foi que a tornou a realidade - se é que aquela era mesmo a realidade dos sois - E com a voz tremula da irmã, deixou aqueles pensamentos infâmes- ou seriam corretos - e voltou ao mundo dos vivos.&lt;br /&gt;- Beto... amor... vai começar o jogo, não vai ver não?&lt;br /&gt;Foi daí percebeu que na vida há mais interrogações do que pontos finais. Por quê?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-1675421395197519289?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/1675421395197519289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/06/o-eterno-casulo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/1675421395197519289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/1675421395197519289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/06/o-eterno-casulo.html' title=''/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-579700610061777535</id><published>2009-06-01T10:06:00.000-03:00</published><updated>2009-06-01T10:25:28.351-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos.'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A doce vontade de matar alguém&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra Dalvinha, que japonesinha é essa porra!! Oh pra aí, já fiquei excitado com ela, mas não é só isso não, ela tem um “quê” a mais que eu não sei o que é, mas com toda certeza, dessa vez você esculachou, arrumasse a mulher mais gostosa do Recife...&lt;br /&gt;            - Calma Senador, esse “cavalo branco” tá te deixando mais alto do que tu tás acostumado, sossega homem, é só uma mulher. Falou Dalvinha, aos risos, sem antes dar aquela tradicional jogada no cabelo que as putas velhas eram acostumadas a fazer. Hum... Isso gemendo em cima de mim deve ser uma coisa de louco, pense? Sabe quando a mulher sussurra assim... E que você faz pagar todo dinheiro do mundo pra ela... porra essa japonesinha vai ser minha , eu vou lá falar com ela , tu vai ver.&lt;br /&gt;Ao som de “Losing my Religion”, Jennifer dançava, seus quadris pareciam um serpentear de uma naja, mostrava uma sensualidade jamais vista em uma mulher daquela boate, e os olhos dos burgueses estagnados, mudos, disformes, ao ver aquele derramar de libido em cima do palco... E Dalvinha, apenas risos, e uma feição de como se dissesse: Agora eu acertei mesmo!&lt;br /&gt;E ele foi mesmo falar com ela. Depois do show, Jennifer tomava um “ice” sentada em uma das cadeiras de tira stress que Dalvinha tinha comprado na Holanda, com o dinheiro de um programa de Stefanny, a antiga sensação da casa.&lt;br /&gt;            - Olá, disse o Senador, surpreso com o medo que sentiu ao chegar naquela mulher.&lt;br /&gt;Jennifer o olhou de soslaio, dando atenção ao político como quem dá atenção a uma caixa de fósforos. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;×××&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;- Chora não Priscilla, eu não tive culpa, não tive como evitar, foi o momento, ele era gostoso demais, bonito, e ainda por cima tava ficando famoso, quem é que não quer ficar com um homem assim? E ainda por cima eu tava bêbada... Mãe, você vai morrer e tu fala, assim... Como se estivesse falando de um vestido estampado, sem graça desse jeito... Você tem que levantar a mão pro céu por que não tem essa maldita... Mas é como se eu tivesse, vou sofrer esse Karma pro resto da vida, tu pensa que é fácil chegar na escola e ouvir os gritos daqueles meninos é? Oh lá vem a filha da aidética... E como você só vem dizer que tá doente agora mãe, porra.&lt;br /&gt;A angústia e a raiva tomavam conta do coraçãozinho daquela menina de 16 anos, ouvindo falar as confissões do passado da mãe. Durante anos seu tempo ficou dividido entre a faculdade, e o pensamento de conhecer o crápula que jogou aquela discórdia e a irresponsabilidade na sua família.&lt;br /&gt;- Mãe tá foda isso aqui mãe, a gente não tem comida mais em casa, meu dinheiro só dá pra pagar a faculdade e comprar teu remédio e tu ainda abusa mãe, quem trouxe essa garrafa de vinho pra cá... Fui eu... Tá vendo, e adianta falar, me esbravejar aqui, você não entende mesmo né? E outra coisa, tu não faz mais do que a obrigação de comprar meu remédio, quer que sua mãe morra é peste?&lt;br /&gt;Ouvindo essas palavras, aquela agora menina-mulher, com cabeça responsável, não podia mais agüentar aquelas blasfêmias que ouvia diariamente da mãe, mas o pior de tudo é que ela mesma estava se sentindo culpada pelas cenas que presenciava em casa: bituca de cigarros por toda casa, uma cheiro insuportável de bebida alcoólica pelos quartos, uma mistura sufocante de cerveja e vinho nos copos. Entretanto, um fator a atordoava ainda mais: estava se sentindo culpada por ter nascido, e às vezes pensava se seria melhor se a mãe tivesse abortado, ela podia ficar na mesma situação: tomando todas, comendo todos, e com certeza não ia sofrer tanto assim, ou será que ela tá sofrendo mesmo? Deus é ingrato às vezes né?&lt;br /&gt;- Priscilla, tô indo lá em Biu comprar açúcar... E uma meinha também né mãe?  Pensou a menina com uma seca lágrima escorrendo pelo rosto. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;×××&lt;br /&gt;- Tanque cheio, tanque cheio! Gritavam os filhos do Senador e mais alguns burguesinhos que moravam em Boa viagem após ganharem mais uma “pega” dos boyzinos de Olinda.  Em Recife é assim, depois das baladas os filhinhos de papai, embriagados, vão disputar qual o motor mais potente, qual carro é mais veloz, e qual é o mais irresponsável da turma, e por aí vai.&lt;br /&gt; - Puta merda, esses pangarés não vão ganhar da gente nunca não é? Grita Jorge apontando para o oponente do racha.&lt;br /&gt;- Oh, meu pai já tá me pedindo pra eu gastar dinheiro com outra coisa, porque tanque... Isso não me pertence mais, é só vocês que pagam porra, bando de florzinhas, Esbraveja aos risos o outro filho do Senador, Plínio.&lt;br /&gt;- Vamô tomar outra cerva ali Plínio.&lt;br /&gt;- Vai pegar outra cerva ali vai gostosa... Qual tu queres? Skol, Schin? Mas tu é pobre mesmo né, vagaba? Traz aquela da garrafa verde que eu não sei nem o nome, agora vê se traz gelada...&lt;br /&gt;E do outro lado do posto Plínio aos amassos com uma loiraça, e depois conversavam intimamente sobre algumas decisões que o menino queria tomar.&lt;br /&gt;Eu já tô me cansando dessa porra tá ligado? De ficar por aí de bobeira, bebendo, fazendo pega, comendo mulher barata... Opa, olha o respeito comigo seu Plínio... É não Micha, desculpa, mas tu tá ligado que agora eu tô em outra, e você tá fazendo parte dessa mudança... Hum, que bom ouvir isso... E deram outro beijo molhado daqueles que fica difícil distinguir qual boca é de quem. E seguido de um sorriso cristalino de Michelle voltaram a conversar sobre a mudança de Plínio. Mas antes o menino ouviu dois braços lânguidos e uma cabeleira, que era a mistura da de Einstein com a de Ronaldinho Gaúcho, a chamar por ele.&lt;br /&gt;- Plínio, Plínio, Era Jorge gesticulando para o irmão ver uma japonesinha que passava do outro lado do calçamento. Se fosse só acenar tudo bem, mas não, ele tinha que falar alguma coisa com ela e com certeza saindo daquele rapaz não seriam palavras fáceis de ouvir. &lt;br /&gt;- Ei japa, eu to ligado que tu trabalha aí na Dream’s né? Oh aqui pra tu oh, tá já ficando duro.&lt;br /&gt;Plínio riu com o canto da boca, mas o interesse principal do garoto naquela noite era a conversa com a loira.&lt;br /&gt;- Vê só Micha, hoje a gente tem um pega pra fazer com os pirraia lá de Casa Forte, e eu te juro que esse vai ser o último... Ah, homem é tudo igual mesmo, se eu fosse acreditar nas tuas promessas Plínio, você já tinha parado de fumar a “pedra”, tinha parado de ir na Funfashion...Oxe loira eu já parei faz tempo...Mentira, Mari viu tu fumando com os boyzinhos lá na Funfashion, e agora duas mentiras numa só é? Porra isso já faz três meses véi! Tá, tá, tá bom, não vou discutir com você, promete que vai ser o último mesmo?&lt;br /&gt;Jogando aquele busto lindo e aquela barriga de pelinhos douradinhos em cima de Plínio, Micha disse com a voz áspera em seu ouvido: Hum... Tesão, vai ser o último mesmo vai? Fala pra tua loira fala.&lt;br /&gt;E sufocado de desejo pela menina o filho do Senador disse: Prometo. Depois é só “Love” contigo. - Agora vem cá vem,  vamô dar aquela gostosinha ali atrás do banco do carro, é grande cabe nós dois, tranqüilo, tranqüilo.  E mordendo os lábios a loiraça disse: Hum, vamô.&lt;br /&gt;E aos risos e tapinhas na bunda Plínio levou Micha para o carro, mas antes de entrar fez um sinal pra Jorge que queria falar com ele depois.  O irmão não viu o aceno, pois fazia gestos obscenos para a japonesa que passou na calçada, e fez um comentário com Mariana.&lt;br /&gt;-Porra Mari, que bucetinha linda aquela japa tinha tu viu? E a menina com a face roxa de cólera fala para o seu namorado.&lt;br /&gt;- Filho da puta, como tu tem coragem de falar isso pra mim... Oxe, que nada mulher, eu falo como eu quero e do jeito que eu quero, tu é o que minha? Minha mãe é? É? &lt;br /&gt;Apertando fortemente o braço de Mariana apontou para o carro do irmão e disse: Tá pensando que eu sou feito aquele otário ali é, eu sou “rochedo” véi, eu sou foda... Como a mulher que quero, a hora que quero, e dane-se essa merda de sentimento, quem tem sentimento ou é freso ou tá perto de casar, agora faz o seguinte,  liga pra merda do teu pai e manda ele vim te buscar, porque eu não vou te levar pra casa hoje não, me arretei, tenho um  tanque cheio pra ganhar de novo hoje.&lt;br /&gt;Mari sentou na calçada e chorou. Foi então que Plínio e Micha foram falar com seus respectivos irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;×××&lt;br /&gt;O que é que o senhor quer comigo? Nossa! Não me chame de senhor, eu sei que poderia ser seu pai, mas não sou tão velho assim, assim você me ofende, o problema aqui é que você é muito nova... Não é isso, é que respeito os cabelos brancos das pessoas, é sintoma de sabedoria e de responsabilidades... Meu anjo, se eu fosse tão responsável assim como você diz , eu não seria Senador da república... Hum, Senador é? Um homem poderoso desses de ti-ti-ti com uma mulher como eu? Esse ti-ti-ti que estou tendo com você aqui, se fosse com outras mulheres da casa com certeza não aconteceria, você sabe disso, essas mulheres vêem uma onça pintada num papel e já pulam em cima do homem, e quando sabem que sou Senador, aí é que se jogam mesmo, com você foi diferente, você é enigmática, até já conversei com Dalvinha dizendo que você tem um “quê” a mais, e que eu estava fascinado por você desde o primeiro momento que pisaste naquele palco, porra você é gostosa demais meu anjo.&lt;br /&gt;Foi daí que o Senador escorreu sua mão grossa e calejada nas pernas de Jennifer, subindo e descendo, deslizando os dedos grandes naquela coxa que era tão lisa quanto uma seda japonesa, nem parecia pele de mulher da vida.  A repulsa da menina foi tão nítida que o político derrubou seu “cavalo branco” no chão.&lt;br /&gt;Não faça isso senhor... Por quê? Eu não fico com homens só pelo dinheiro, é minha primeira vez aqui nessa casa, e não quero me entregar ao primeiro cachê que aparece... Mesmo se você ver o que tenho pra lhe oferecer? Mesmo.&lt;br /&gt;O Senador quase que deu aquela gargalhada sarcástica que dava no plenário, porém, pensou com seus botões: Só me faltava essa, uma puta inteligente e sentimental. Entretanto, ele sabia, estava conversando com uma menina - ou já seria mulher - , diferente, que gostava de dialogar, sensível, no fundo no fundo igual a ele. E era isso o que o atraía. A semelhança daquela figura emblemática com ele próprio.&lt;br /&gt;-Veja só, eu estou muito aflita porque é a minha primeira vez enfrentando esse clima, acho isso tudo muito sujo, o fato da mulher se vender para isso, desculpe me abrir assim com o senhor, mas é que já estou podendo confiar  no Senh..&lt;br /&gt;O Senador a interrompeu e disse: se você me chamar de senhor mais uma vez, juro que te pego pelo braço e te levo pro quarto agora, esse teu jeitinho tá me matando, agora assim, me chamando de senhor. Olhe só, eu sei, você tem cara de ser universitária, e que tá precisando muito de dinheiro, e tá desesperada pra isso né? A menina concordou de bate – pronto. Vamos fazer o seguinte, o primeiro sinal de entrosamento entre duas pessoas que querem se envolver sexualmente é um beijo não é? Então, vem aqui vem meu anjo...&lt;br /&gt;A menina encostou os lábios vermelhos em seu pretendente e a sensação foi indescritível, foi um misto de raiva com tesão, afeto com saudade e além de tudo, molhado, muito molhado. Daí o homem não agüentou mais, levou a mestiça para o quarto para tentar fazer o que já queria ter feito desde que entrou na casa.  E com um sorriso pretensioso olhou pra ela e disse: Você não vai se arrepender do que vou fazer com você. Vou te ajudar muito, você merece.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;×××&lt;br /&gt;- Oh de casa, oh de casa! Grita uma mulher na frente da casa de Priscilla.  A menina vinha na esquina e gritou: - Oh, tá pensando que isso aqui é a casa de Mãe Joana é?... Oh meu anjo, como tu tás linda mulher, não não, presta atenção que corpo bonito da porra menina... Oxe, para tia... A tia da menina notou uma cor estranha em suas faces, coisa que não era comum naquela guria.&lt;br /&gt;- Hum, mas essa cara não tá boa não nêga. Me diz o que tá acontecendo...é mainha mulher, mas eu digo lá dentro, entra tia Lúcia.&lt;br /&gt;A princípio Lúcia estranhou que a irmã, Dona Suzana, estivesse dormindo àquela hora, mesmo com a doença, ela era uma mulher ativa, sempre dava suas voltinhas por aí, rindo e cuidando da casa. Por isso a tristeza de Priscilla estava estampada em seu rosto, e isso atormentava a tia, mas ela sabia que iria descobrir o que era, mesmo não sendo fácil arrancar confissões domiciliares de sua sobrinha.&lt;br /&gt;- Conta aí nêga, como tu tás? Parece que não tá essas coisas toda não né? Que danado de bagunça é essa mulher, porque essa casa tão bagunçada, é calcinha pelo chão, olha só essa poeira na estante, aqui tá fogo mulher. E a menina de olhinhos puxados e de cabeça baixa falou para a tia.&lt;br /&gt;- Nada não tia deixa pra lá, essas coisas de casa acho que só diz respeito a gente mesmo... Mas que danado de orgulho é esse menina, tu sabe que eu e teu tio somos o porto seguro de vocês. A gente te criou como se fosse filha, pode confiar, vá diga , estou aqui pra te ajudar.&lt;br /&gt;A menina sentiu que a confiança da tia seria importante e então começou a falar do seu conviver com a mãe, não sem antes enxugar as lágrimas dos olhos.&lt;br /&gt;- É mainha tia, ela tá muito entregue, só quer saber de beber agora, não liga mais para a casa, como tu tás vendo aí né? Não precisa falar nada. E eu tô no estágio e na faculdade, tô ganhando uma mixaria, tô sem tempo pra nada e quando chego em casa , penso que vou descansar , é só discussão com mainha, a sorte é que você pegou ela dormindo, se não ela tava aqui, dizendo que eu tinha que agradecer e tal, porque eu não tenho AIDS, essas coisas, o  que eu queria era só duas coisas: ganhar muito dinheiro, conhecer o filho da mãe que fez isso com a gente...Sossega nêga, deixa isso pra lá tua mãe foi muito burra na juventude... Só na juventude? Responde a menina, evidenciando que não queria mais ficar naquela casa. E continua seu desabafo.&lt;br /&gt;- Mas precisa me culpar tia, por tudo que ela fez no passado, se duvidar eu sofro muito mais do que ela... Não fala isso menina, a gente não sabe como é viver com essa doença infeliz... É eu sei tô blasfemando, mas tá foda tia, minha vida tá uma caos, eu queria achar 500.000 reais por aí... de bobeira. Foi então que surgiu um sorriso amarelo no rosto de Priscilla e que a tia acompanhou com um afago na sua cabeça.&lt;br /&gt;Um uivo duvidoso passou pela cabeça da tia da menina, porque ao mesmo tempo era uma “solução” para a sobrinha e consequentemente para ela também. Hesitou um pouco, pois sabia que teria mais uma daquelas discussões sobre moral devido à profissão da tia, mas emendou: Queres trabalhar comigo?&lt;br /&gt;Subiram. O quarto da Dream’s era um luxo só, era um kitsch de um hotel que ela tinha visto em Tenerife, quando foi escalar Bruninha - outra ex-sensação do Dream’s -  numa boate daquela cidade. Jennifer e o Senador só conseguiram transar uma vez, mas foi bom, ele disse. Tanto um quanto o outro, sentiram sensações diferentes. Jeniffer enojada com a primeira experiência na prostituição, e principalmente com aquele homem, estava atônita, mas um sem voz de desespero, de angústia, de irresponsabilidade. Já o homem não. Um atônito de ter feito amor com a mulher mais linda daquela casa, e além de linda, inteligente. Era um sem voz de virilidade, um sem voz de dever comprido.&lt;br /&gt;Porra meu anjo, eu queria que minha mulher fosse assim como você, tesão desse jeito. Você sabe o  que fez comigo hoje? Me transformou no homem mais realizado do mundo, foi muito bom , muito bom  mesmo. Jennifer olhou com desdém para aquele homem, como se afirmasse: só se foi pra você. E o Senador continuou.&lt;br /&gt;- Gostei de você por causa de duas coisas, sabia? Embora uma dessas, você esteja completamente enganada, e você sabe que está... Ah, é? Quais? Uma foi  quando você me chamou de responsável e a outra por que você parece muito com uma pessoa que fiquei no passado... É, quem? Uma ex-namorada minha... Sério, por quê? O sorriso, as pernas, os seios e o mesmo jeito imponente de falar... Mas eu não sou tão imponente assim , tenho minhas fraquezas... E linda... Vou te contar uma história, vocês já devem estar acostumadas a isso né? Ouvir histórias de homens casados... Eu não sei por que essa é minha primeira.&lt;br /&gt;E Jennifer deu uma risadinha sem graça no canto da boca e começou a ouvir atenta o político, não pelo fato da história poder a vir ser interessante, e sim por não querer mais se abraçar com aquele velho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;×××&lt;br /&gt;- Jorge meu irmão, na moral véi, eu não tô mais agüentando essas tuas tabaquices não cara, é sério, tu tás fogo. Como é que tu fala um negócio desses pra boyzinha, tem vergonha nessa cara... Que porra nenhuma meu irmão ela é uma vagaba de merda mesmo, oh pra aí oh, oh o choro dela, parece uma cachorrinha, oh lá chegou os otários... Que otários? Os boys de Casa Forte. Beleza, que bom que eles chegaram, eu tava querendo falar contigo mesmo sobre isso... Lá vem tu de novo com essa frescura com Mariana né véi... Não, Não, esse é meu último pega. Na moral Plínio, tu tá muito cuzão mesmo... Jorge meu irmão, tu tás muito doido, só hoje foram três cavalos brancos, duas ices, e 10 cervas véi, e eu tô a fim de me aquietar, essa para da não dá mais pra mim não, é sério... Era só o que me faltava uma rapariga chorando e um irmão frouxo, tu né homem não é porra, deixa de cocotagem... E não é isso que  somos, dois cocotas de merda, filhinhos de papai mesmo.&lt;br /&gt;- Ei, vê só hoje é tanque cheio na certa, só de olhar pra cara de vocês dá nojo e principalmente hoje que eu tô puto, e também é a despedida de Plínio que vai virar freira, vai terminar levando gaia dessa loira.&lt;br /&gt;Plínio correu em disparada para empurrar o irmão sobre a bomba de gasolina, mas foi contido por uma imagem linda, que o fez parar imediatamente. Era Jennifer. A mestiça lhe passou uma tranqüilidade tão grande que o menino pensou ter sentido aquele toque de algum lugar, ou já conhecia aquela beleza nipônica. E com a voz suave de sempre lhe disse:&lt;br /&gt;- Faz isso não menino, de longe dá pra ver que tu és bom, e é tão diferente do teu irmão... Oxe gatinha, depois de tanto xingamento tu ainda ajuda o irmão do cara que falou aquilo tudo contigo... Pois é né, pra você ver. Como é teu nome? Jennifer. Plínio. Mas eu te vi saindo daquela... É sai sim... Tu é... Puta... Eu não quis falar isso... Embora tenha pensado né? A menina sorriu de um jeito que provocou uma chama flamejante no rosto de Micha. Mas relaxa tá tranqüilo. Tô indo nessa, sou uma mulher importante tenho um Senador me esperando...&lt;br /&gt;Depois de ver aquela imagem enigmática sumir entre bombas de gasolina e carros importados o moleque pensou em uma palavra que Jennifer falou: Senador. E se lembrou que era sexta-feira e seu pai gostava muito de passear por Boa viagem depois de voltar de Brasília, e apenas conseguir pensar em uma pessoa com quem Jennifer estava, e sussurrou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt; -Painho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;×××&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Ah, tia assim eu não quero não, se for pra trabalhar com isso, tem que ser com muita gente, né assim que vocês conseguem ganhar muito dinheiro? É e não é. Falou cínica a tia. Como assim? Eu vou te guardar pra os melhores. E esfregando os dedos polegar e indicador olhando pra Priscilla. Tu pensa que eu vou te guardar pra maloqueiro e viciado é mulher?  Tu é uma joia rara se tu entrar lá. Vê só: lá vai artista, vai cada figurão da sociedade, inclusive políticos. E é pra um que eu vou te guardar hoje. E eles são legais de conversa? São pocha, são sim, relaxa nêga, se tu não gostar tu sai, mas acho que você vai gostar, e a mixaria também é boa logo de cara, tu vai ver. Tu se lembra de Marília né? Aquela galeguinha que morava lá no Alto Santa Terezinha, Hum, Lembro. Pronto. O nome dela agora é Stefanny. Com esse último nome soprado pela tia a menina deu uma gargalhada tão gostosa que quem ouvisse de longe não suspeitaria que a menina estivesse passando por aquela situação, e comentou com a tia.&lt;br /&gt;- Stefanny é foda. Nome de puta mesmo. Tá, tá, tá bom, mas agora tu vai rir ainda mais... Vai tia diz lá. Sabe quem passou na boate no feriado da páscoa? E ainda rindo a menina disse: Stefanny, sei não viu.. Sim mas quem foi que passou lá? Jesus. A feição de Priscilla mudou tão rápido que dona Lúcia assustou-se: O que foi mulher? Oxe tia deixa de heresia, que brincadeira mais chata, gostei não. E gargalhando da surpresa da sobrinha replicou. Oxe menina é sério. Jennifer agora séria. E tu ainda brinca com uma coisa séria dessa... Eu não tô dizendo, tu não acredita não é? Oxe, sabe abstrair as coisas não é? Foi aquele menino de Nova Jerusalém... Sério? , o da Globo? Como é o nome dele mesmo? Porra agora eu não vou me lembrar todo ano é um Jesus diferente... É mesmo. Pelo menos todos são bonitinhos, não é aquele Jesus de sessenta anos que tem lá no Marco Zero. E o riso contagiou as duas por pensarem a mesma coisa no mesmo momento quase que falaram juntas:&lt;br /&gt;- Só faltava essa agora, Jesus em um puteiro.&lt;br /&gt;E quase se mijando de rir as duas entram no Dream’s, e olhando aquele letreiro e ao mesmo tempo para a tia, a menina reflete: - Será que eu vou durar muito aqui?&lt;br /&gt; Aí mulheres! Chegou Jennifer a mais nova contratada da casa. Escancara Dalvinha com um sorriso de orelha a orelha por ter sido a válvula de escape para a solução dos problemas de Priscilla – ou dos dela- ou de Jennifer. Mas antes a menina que já estava se sentindo em casa com todo aquele clima de simpatia mandou:&lt;br /&gt;- Jennifer tia? E as duas juntas: Nome de puta mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;×××&lt;br /&gt;Foi lá no Alto do Pascoal, eu era muito pobre ainda, minha carreira política ainda estava começando, então, a gente de periferia freqüenta muito pagode, brega, essas coisas, percebe? Todo domingo a gente se encontra se encontrava lá, ela era uma porra louca, me chupava no banheiro, pense? Mas era muito louco, bom demais... E ela tá aonde agora? Oxe tá lá mesmo ainda, fudida, lombrada, só vive cheia das canas, e parece que tem uma filha. Jennifer pareceu se interessar agora pela história, principalmente porque era o bairro de infância dela e talvez ela conhecesse essa “ porra louca” . Em que parte ela mora? Por quê? Você conhece o bairro? Não, não, tenho alguns amigos lá, eles moram no terminal do ônibus, sabe onde é? Hum, hum, sei, perto da ladeira de pedra né? ... Isso é lá mesmo. Mas porque vocês terminaram? Poxa isso é o mais difícil pra te contar... Vá lá conta, pode confiar... A gente suspeitava que ela tava com AIDS, Poxa sério? Sério, e ninguém sabe quem foi que passou para ela. E você não fez o teste não? Não eu não sou dessas coisas não. Pra quê? Pra ficar com medo. Mas foi isso que você teve, medo.&lt;br /&gt; De repente a mestiça lembrou algumas palavras que embaralharam sua cabeça: Alto do Pascoal, ladeira de pedra, AIDS.  Daí que ela lembrou-se que a única pessoa que ela conheceu com a doença era um homem velho, que tinha morrido aos 17 anos, e esse assunto foi ficando cada vez mais familiar, e perguntou:&lt;br /&gt;- Como assim AIDS? Ela se encontrava com todo mundo, fazia o que desse na telha com qualquer um, era uma putona, até hoje deve ser assim, e o que me deixava mais aflito era que a comunidade sabia que eu era um dos que transava com ela, o povo todo já estava me chamando de aidético, vereador doente, essas coisas...&lt;br /&gt;Jennifer não sabia mais o que pensar, estava querendo saber mais dessa história, tudo estava se revirando na cabeça dela, era coincidência demais pra ser verdade, estava com medo de fazer a pergunta cabal ao Senador, titubeou um pouco, mas perguntou:&lt;br /&gt;- Como era o nome dessa mulher? Você ficou tantas vezes com ela quem sabe não queira reencontrá-la?&lt;br /&gt;-E eu quero saber daquela aidética menina, mas o nome dela eu sei sim, é Suzana, o nome daquela vaca.&lt;br /&gt;E enquanto o Senador se virava para acender o cigarro Jennifer vestiu um roupão branco, e saiu correndo pelos corredores do Dream’s. Todos ficaram atordoados sem saber o que fazer com aquela cena: uma esfinge japonesa tão desesperada correndo seminua por aquela boate. Dalvinha pensou que fosse “nóia” dela - porque o Senador era acostumado a cheirar umas coisinhas com as meninas do Dream’s – mas não conseguiu evitar que ela saísse pela porta. Aos prantos, ela gritou, mas apenas as pessoas do lado de fora ouviram&lt;br /&gt;- É ele, esse filho da puta é meu pai, como é que esse verme estraga a vida de duas mulheres assim desse jeito, filha de uma puta.&lt;br /&gt;A menina corria, corria desesperada de roupão pelas ruas de Boa viagem, quando se ouviu um estrondo e gritos de horror do lado de fora da Dream’s. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;×××&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Jorge olhava fixamente para um dos boyzinhos de Casa forte com uma cara horripilante e com faísca pelas narinas que o rapaz deduziu: essa eu perdi, é tanque cheio. Atrás deles Plínio, com o alívio ser o último racha que faria, mas com a necessidade de ganhar, justamente pela despedida.&lt;br /&gt;E Micha deu a partida. As cantadas tradicionais de pneus rasgaram o silêncio da madruga de Boa viagem, e foram. Jorge com seu Civic, facilmente arrancou dois carros de vantagem para o burguesinho. E em seguida viu-se um vulto em quatro rodas: Plínio, passando pelos dois como um raio prateado. Jorge viu no velocímetro e deduziu que o irmão estava a uns duzentos. Nem sinal do oponente de Plínio.  E Jorge gritou ao vento:&lt;br /&gt;- Esse é meu irmão, caralho! Saca só.&lt;br /&gt;Logo adiante a trajetória do Audi mudou bruscamente e um vulto branco foi arremessado longe.&lt;br /&gt;- Plíniooooo. Grita o irmão desesperado com a cena que tinha acabado de ver. Diminui a velocidade e viu no Audi, seu irmão sangrando a cabeça e na frente uns 300 metros, aquela linda japonesinha que ele tinha visto no posto. Nunca se tinha visto Jorge tão sem ação daquele jeito, parecia que a culpa por todos os erros que fez na vida estava se derramando ali, com o sangue do seu irmão.  E na calçada, gritos era Dalvinha:&lt;br /&gt;- Filho da puta, tu matou minha sobrinha veado safado. Ai meu Deus uma menina tão nova, e do outro lado ouvia-se uma burburinho dos funcionários da boate, alguns dizendo: Eles não tiveram culpa, foi ela que se jogou no carro, o negócio foi feio. E outros diziam: Irresponsabilidade total, esses burguesinhos daqui não vão ter jeito nunca.&lt;br /&gt;Como eram os filhos do Senador que estavam envolvidos, logo chegaram os repórteres, e os programas de notícia, como é de práxis, exploraram a notícia pelo menos uns dez dias, falando a versão que a menina teria se jogado na frente do carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;×××&lt;br /&gt;Por volta das 13h00min do sábado, Suzana acordou e começou o dia como de costume, resmungando:&lt;br /&gt;- Priscilla, Priscilla, traz meu remédio... Porra que ressaca danada, e ainda essa televisão ligada. Ao longe ela ouviu um repórter aos berros, dizendo que o acidente era uma injustiça e misturando o assunto com um anúncio de cuscuz diz – Mais uma tragédia na capital pernambucana... E a mãe de Priscilla vendo aquela cena do acidente dos filhos do Senador falou acidamente:&lt;br /&gt;- Morre mais uma drogada na capital pernambucana... Tá foda são tudo uns irresponsáveis mesmo. Vou dormir de novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-579700610061777535?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/579700610061777535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/06/doce-vontade-de-matar-alguem-porra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/579700610061777535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/579700610061777535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/06/doce-vontade-de-matar-alguem-porra.html' title=''/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-8304942065579261562</id><published>2009-05-17T17:01:00.001-03:00</published><updated>2009-09-19T23:46:29.339-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Paráfrase.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou-me embora pra... só Deus sabe onde.&lt;br /&gt;Aqui não tenho amigo nem rei , Nem a mulher que quero&lt;br /&gt;Na cama que me deitei&lt;br /&gt;Vou-me embora pra... só Deus sabe onde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou-me embora pra... só Deus sabe onde&lt;br /&gt;Aqui eu não sou feliz , onde eu moro a existência é uma falácia&lt;br /&gt;de todos os modos &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-corrected"&gt;inconsequentes&lt;/span&gt; que qualquer &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;garçonete&lt;/span&gt;, rainha ou demente&lt;br /&gt;Pode ser até parente dos filhos que já tive&lt;br /&gt;O que eu queria era um carro ao invés de uma bicicleta&lt;br /&gt;queria uma rede, ao invés de tanto trabalho&lt;br /&gt;mas, só me sobrou o mar&lt;br /&gt;E depois de tanto cansaço sento na mesa de um bar mando chamar Irene pra me contar umas histórias&lt;br /&gt;Que no tempo de menino &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Neide&lt;/span&gt; não teve tempo de contar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou-me embora pra... só Deus sabe onde.&lt;br /&gt;Aqui não tenho nada ,não tenho civilização&lt;br /&gt;ainda não ouviram o processo seguro de impedir a concepção&lt;br /&gt;Tem &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;alcalóides&lt;/span&gt; à vontade&lt;br /&gt;Ah, como tem... Tem prostitutas bonitas&lt;br /&gt;Ah, como tem... Pra gente se endividar&lt;br /&gt;É assim que ando, triste ,que triste assim não tem jeito&lt;br /&gt;E de noite me dá vontade de matar -&lt;br /&gt;Aqui não tenho amigo nem rei -&lt;br /&gt;Aí sim, terei a mulher que quero&lt;br /&gt;pra cama que me deitei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou-me embora pra... só Deus sabe onde&lt;br /&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;Peraí&lt;/span&gt;... E tem Deus ? &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-8304942065579261562?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/8304942065579261562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/05/parafrase.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/8304942065579261562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/8304942065579261562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/05/parafrase.html' title=''/><author><name>H. Correia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07627930473563930075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-XIYURBz8Zqo/TvPpJ6f6g_I/AAAAAAAAAG4/3JXKSMFDLgA/s220/P1020201.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6076821541266176764.post-998183457450179809</id><published>2009-05-17T16:51:00.001-03:00</published><updated>2009-09-19T23:48:29.929-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;Desabafo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não sinto mais tua falta, definitivamente não sinto tua falta.&lt;br /&gt;Aqueles sorrisos amarelos disfarçando simpatia não me farão alegrar&lt;br /&gt;Teus abraços &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;aconchegantes&lt;/span&gt; de hoje, não me despertarão os calafrios de outrora. E muito menos teu gozo &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-corrected"&gt;sussurrante&lt;/span&gt; em meu ouvido&lt;br /&gt;Aguçara minha &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;libido &lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta de mim mesmo, numa mesa de bar Ouvindo Noite Ilustrada&lt;br /&gt;Sinto falta de &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Luzilá&lt;/span&gt;, contando do invólucro que deram-na&lt;br /&gt;Nunca mais precisarás forçar um cumprimento pela madrugada&lt;br /&gt;E não ouvirás meu nome em vão pela Marim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o dia em que me cuspisse aquela interjeição &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;fugás&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Encontrei a mulher perfeita pra despertar tua ira!&lt;br /&gt;Seu sorriso &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;reflete&lt;/span&gt; verdade, seus abraços me afagam da saudade,&lt;br /&gt;e o gozo... me convém ocultar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me vistes até com ela&lt;br /&gt;Andando &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-corrected"&gt;embriagados&lt;/span&gt; pela escuridão&lt;br /&gt;Agora me invejas ingrata! Tenho prazer em te apresentar:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;SOLIDÃO. " &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6076821541266176764-998183457450179809?l=maizunocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maizunocaos.blogspot.com/feeds/998183457450179809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/05/desabafo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/998183457450179809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6076821541266176764/posts/default/998183457450179809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maizunocaos.blogspot.com/2009/05/desabafo.html' title=''/><author><name>H. 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